
A questão cobra a associação entre o epônimo e a descrição dos sinais clássicos de diagnóstico clínico da gravidez. A sequência é Puzos (rechaço fetal), Kluge (vagina violácea), Jacquemier (vulva e meato violáceos), Osiander (pulso vaginal) e Hunter (aréola secundária). Essa ordem corresponde exatamente à alternativa A.
Rechaço fetal (Puzos) + vagina violácea (Kluge) + vulva e meato violáceos (Jacquemier) + pulso vaginal (Osiander) + aréola secundária (Hunter) = I-A, II-B, III-C, IV-D, V-E
O sinal de jacquemier-chadwick é a coloração violácea (arroxeada) da mucosa da vulva e do meato urinário durante a gestação. Ele resulta da congestão vascular pélvica induzida pelos hormônios da gravidez e é procurado na inspeção da genitália externa. Faz parte dos sinais clássicos de diagnóstico de gravidez pelo exame físico, que hoje é confirmado laboratorialmente pelo beta-hCG ou pela ultrassonografia.
A principal armadilha é confundi-lo com o sinal de Kluge, que descreve a mesma coloração violácea, mas na mucosa vaginal. Na literatura de língua inglesa, o sinal de Chadwick costuma abranger colo, vagina e vulva. Por isso, em prova brasileira vale a divisão tradicional: Jacquemier para vulva e meato, Kluge para vagina.
Os demais epônimos cobrados também são clássicos. O sinal de Osiander é a percepção do pulso da artéria vaginal ao toque, pelo aumento do fluxo sanguíneo. O sinal de Hunter é a hiperpigmentação da aréola primária com surgimento da aréola secundária. O sinal de Puzos é o rechaço fetal intrauterino, percebido ao impulsionar o feto pelo toque vaginal e senti-lo retornar. A classificação desses achados em presunção, probabilidade ou certeza varia entre os livros, então memorize principalmente a descrição de cada epônimo.
Associa cada sinal à sua descrição clássica: Puzos ao rechaço, Kluge à vagina, Jacquemier à vulva e ao meato, Osiander ao pulso vaginal e Hunter à aréola secundária.
Inverte Kluge e Jacquemier: Kluge é a vagina violácea, e não o meato e a vulva. Também troca Osiander (pulso vaginal) com Hunter (aréola).
Atribui a Puzos o pulso da artéria vaginal e a Osiander o rechaço fetal, invertendo os dois. Também troca Kluge e Jacquemier.
Erra quase todas as associações. Kluge não se refere à aréola, e Hunter não descreve a coloração da vulva e do meato.
Atribui a Puzos a alteração da aréola e a Hunter o rechaço fetal, trocando os dois sinais.
Pense de fora para dentro: Jacquemier na vulva e no meato (externo), Kluge na vagina (interno), Osiander no pulso da vagina. Hunter fica na mama, e Puzos é o rechaço.
Pré-natal é o acompanhamento sistemático da gestante para identificar riscos maternos e fetais, prevenir complicações, rastrear doenças frequentes e definir condutas no momento certo.
O que separa pré-natal dos temas vizinhos é que a banca não quer só saber doença obstétrica isolada. Ela quer saber o que pedir, quando pedir, como interpretar e o que fazer diante de cada achado no acompanhamento da gestação.
A banca costuma cobrar uma gestante em consulta de rotina, geralmente no 1º trimestre, perguntando exames iniciais, suplementação, vacinas, idade gestacional, classificação de risco ou rastreamentos obrigatórios.
Perfil clássico:
Gestante assintomática iniciando pré-natal.
Dúvida sobre datação pela DUM ou ultrassonografia.
Exames de rotina com anemia, bacteriúria, sífilis, HIV, toxoplasmose ou diabetes gestacional.
Pergunta sobre vacina permitida ou contraindicada.
Situação que muda o risco e exige pré-natal de alto risco.
Palavras que entregam o tema:
"Primeira consulta de pré-natal".
"Exames de rotina".
"Gestante assintomática".
"Idade gestacional incerta".
"Carteira vacinal incompleta".
"Teste rápido reagente".
A gestação aumenta demanda metabólica, altera imunidade, expande volume plasmático e modifica função renal, cardiovascular e endócrina. Por isso, doenças antes silenciosas podem aparecer ou piorar.
Para prova, o raciocínio central é:
Gestante tem maior risco de anemia por deficiência de ferro.
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Infecção urinária assintomática tem maior risco de pielonefrite e parto prematuro.
Sífilis, HIV, hepatite B e outras infecções podem ser transmitidas verticalmente.
Diabetes gestacional surge por resistência insulínica placentária, principalmente na segunda metade da gestação.
Hipertensão, proteinúria e sinais de gravidade precisam ser rastreados em toda consulta.
A idade gestacional bem definida muda tudo: rastreamento, viabilidade, conduta e interpretação dos exames.
Gestante sem sintomas, em consulta de rotina.
Altura uterina compatível ou incompatível com idade gestacional.
Pressão arterial medida em toda consulta.
Ganho ponderal avaliado ao longo do pré-natal.
Batimentos cardiofetais a partir de cerca de 10 a 12 semanas com Doppler.
Movimentação fetal percebida geralmente a partir de 18 a 20 semanas, podendo ser antes em multíparas.
Exames laboratoriais alterados em paciente assintomática.
Náuseas e vômitos no início da gestação.
Corrimento, disúria, sangramento ou dor pélvica.
Edema leve de membros inferiores no fim da gestação.
Queixa de cefaleia, escotomas, epigastralgia ou dispneia, que muda o nível de preocupação.
Dúvida sobre uso de medicamentos e vacinas.
Dúvida sobre atividade física, alimentação, tabagismo e álcool.
Pressão arterial ≥ 140 x 90 mmHg após 20 semanas.
Cefaleia intensa, escotomas, dor epigástrica ou dor em hipocôndrio direito.
Sangramento vaginal.
Perda de líquido vaginal.
Febre.
Dor abdominal intensa.
Redução importante ou ausência de movimentos fetais.
Dispneia, dor torácica ou síncope.
Convulsão.
Altura uterina muito discrepante da idade gestacional.
Teste rápido positivo para sífilis ou HIV sem tratamento iniciado.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.