
A questão cobra a definição de cada padrão da classificação de Chammas, que descreve a vascularização de nódulos tireoidianos ao Doppler. O padrão V é a vascularização exclusivamente central, por isso a alternativa B está correta. As demais trocam ou invertem as definições dos padrões I, II e III.
Nódulo tireoidiano + Doppler com fluxo apenas intranodular, sem fluxo periférico = Chammas V (padrão de maior suspeita) → valorizar junto com a morfologia na indicação de PAAF
A classificação de chammas foi proposta por Maria Cristina Chammas e colaboradores em 2005. Ela categoriza a vascularização dos nódulos tireoidianos ao Doppler (colorido ou de amplitude) em cinco padrões. Padrão I: ausência de vascularização. Padrão II: vascularização apenas periférica. Padrão III: vascularização periférica maior ou igual à central. Padrão IV: vascularização central maior que a periférica. Padrão V: vascularização exclusivamente central.
Na prática, a classificação de Chammas descreve onde está o fluxo sanguíneo: na periferia (halo vascular, mais comum em lesões benignas) ou no interior do nódulo. No estudo original, os padrões IV e V, com predomínio ou exclusividade de fluxo central, associaram-se a maior risco de malignidade. Os padrões I e II associaram-se mais a nódulos benignos.
Armadilha de prova: o padrão II é periférico puro, sem componente central, e o padrão III ainda tem predomínio periférico. A inversão central maior que periférica só aparece no padrão IV. Lembre também que a vascularização isolada tem valor limitado. O ACR TI-RADS não a inclui, e a decisão de PAAF se baseia sobretudo nos achados morfológicos ao ultrassom (ecogenicidade, margens, microcalcificações, formato) e no tamanho do nódulo.
Chammas I é a ausência de vascularização no nódulo. A vascularização apenas periférica define o padrão II.
Chammas V é a vascularização exclusivamente central, sem fluxo periférico. É o padrão de maior suspeita de malignidade na classificação.
No Chammas III, a vascularização periférica é maior ou igual à central. Central maior que periférica corresponde ao padrão IV.
Chammas II é a vascularização apenas periférica, sem componente central. A comparação entre os dois componentes só passa a existir a partir do padrão III.
Pense em Chammas como o fluxo migrando de fora para dentro: I nada, II só periferia, III periferia maior ou igual ao centro, IV centro maior que periferia, V só centro. Quanto mais central o fluxo, mais suspeito o nódulo.
Nódulo tireoidiano é uma lesão focal na tireoide, geralmente benigna, mas que exige raciocínio de prova em três passos: avaliar TSH, estratificar risco pelo ultrassom e decidir se precisa de punção aspirativa por agulha fina.
O que separa este tema dos vizinhos é que a maioria dos nódulos não é câncer, e a conduta não depende só do tamanho. Depende principalmente do TSH, do padrão ultrassonográfico e dos critérios para punção.
Para prova, o caso clássico é uma mulher adulta com nódulo tireoidiano palpável ou achado incidental em ultrassom. A banca quer saber se você começa pedindo TSH, quando faz cintilografia, quando indica punção e quais achados sugerem malignidade.
O perfil típico do câncer de tireoide em questão é:
Nódulo tireoidiano firme, endurecido ou de crescimento progressivo.
Linfonodo cervical suspeito.
História de radioterapia cervical na infância.
Rouquidão, disfagia ou sinais compressivos.
Ultrassom com hipoecogenicidade marcada, microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo e extensão extratireoidiana.
A palavra que entrega o diagnóstico em prova costuma ser "microcalcificações" ou "nódulo hipoecoico com margens irregulares".
Regra prática: todo nódulo começa com TSH. Se TSH baixo, pensar em nódulo hiperfuncionante. Se TSH normal ou alto, avaliar ultrassom e critérios de punção.
A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna, como nódulo coloide, bócio multinodular ou adenoma. O câncer diferenciado da tireoide surge principalmente de células foliculares e inclui carcinoma papilífero e carcinoma folicular.
Para prova, o mais importante é:
Carcinoma papilífero: é o mais comum, dissemina por via linfática, associa-se a linfonodos cervicais e costuma ter bom prognóstico.
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Carcinoma folicular: dissemina mais por via hematogênica, pode dar metástases ósseas e pulmonares, e o diagnóstico depende de invasão capsular ou vascular.
Carcinoma medular: vem das células C parafoliculares, produz calcitonina e pode estar associado à neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
Carcinoma anaplásico: tumor agressivo, crescimento rápido, sintomas compressivos e mau prognóstico.
A pegadinha é que a punção aspirativa por agulha fina não diferencia adenoma folicular de carcinoma folicular, porque essa diferenciação exige ver invasão capsular ou vascular no histopatológico.
Nódulo assintomático encontrado no exame físico ou no ultrassom.
TSH normal na maioria dos pacientes.
Ultrassom como exame central para estratificação de risco.
Câncer papilífero como neoplasia maligna mais frequente.
Linfonodo cervical suspeito sugerindo disseminação linfática no carcinoma papilífero.
Sintomas compressivos: disfagia, dispneia, sensação de pressão cervical.
Rouquidão por comprometimento do nervo laríngeo recorrente.
Nódulo em paciente com história de radiação cervical.
Nódulo em criança, que tem maior risco relativo de malignidade.
Nódulo hiperfuncionante com TSH baixo, geralmente benigno.
Carcinoma medular com calcitonina elevada, diarreia e associação com MEN2.
Crescimento rápido.
Nódulo duro, fixo ou aderido a planos profundos.
Rouquidão persistente.
Linfonodo cervical endurecido ou suspeito.
História de irradiação de cabeça e pescoço.
História familiar de câncer medular de tireoide ou MEN2.
Sinais de invasão local no ultrassom.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.