
A questão cobra a aplicação do escore de Centor modificado (McIsaac) para estimar a probabilidade de faringite por Streptococcus pyogenes. O paciente pontua em todos os critérios: febre acima de 38 graus, ausência de tosse, adenopatia cervical anterior dolorosa, exsudato tonsilar e idade entre 3 e 14 anos, totalizando 5 pontos. Escore igual ou maior que 4 indica alta probabilidade de etiologia estreptocócica.
Febre > 38 °C + ausência de tosse + adenopatia cervical anterior dolorosa + exsudato tonsilar + idade 3 a 14 anos = Centor modificado 5 (alta probabilidade de faringite estreptocócica) → confirmar com teste rápido ou cultura, ou tratar empiricamente se o teste não estiver disponível
Os critérios de Centor foram descritos em adultos para estimar a chance de faringite estreptocócica (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Somam 1 ponto cada: febre acima de 38 graus, ausência de tosse, adenopatia cervical anterior dolorosa e edema ou exsudato tonsilar. O Escore de Centor modificado, proposto por McIsaac, acrescenta a idade: +1 ponto de 3 a 14 anos, 0 ponto de 15 a 44 anos e -1 ponto a partir de 45 anos.
A interpretação é por faixas de probabilidade. Escore de 0 a 1 indica baixa probabilidade, e em geral não se testa nem se prescreve antibiótico. Escore de 2 a 3 indica probabilidade intermediária, e o ideal é confirmar com teste rápido ou cultura de orofaringe. Escore igual ou maior que 4 indica alta probabilidade: confirma-se com teste quando disponível, e muitos protocolos aceitam tratamento empírico quando não há teste.
Armadilhas frequentes: a tosse, assim como coriza, rouquidão e diarreia, sugere etiologia viral. Por isso é a AUSÊNCIA de tosse que pontua. A idade de 3 a 14 anos vale apenas +1 ponto, não 2. Além disso, o escore não diagnostica sozinho: ele serve para decidir quem testar e quem tratar, reduzindo o uso desnecessário de antibiótico.
O paciente soma 5 pontos no escore modificado: febre, ausência de tosse, adenopatia cervical anterior dolorosa, exsudato e idade de 3 a 14 anos. Escore igual ou maior que 4 corresponde à alta probabilidade de faringite estreptocócica.
A probabilidade não é intermediária, e o escore estima a chance de etiologia estreptocócica, não viral. Com 5 pontos, não se indica simplesmente aguardar sem investigar ou tratar.
A adenopatia cervical anterior dolorosa é um dos critérios do escore e aumenta a probabilidade de infecção estreptocócica, não viral.
A afirmação inverte o raciocínio. A tosse sugere quadro viral, então sua ausência soma 1 ponto e aumenta a probabilidade de faringite estreptocócica.
Centor modificado: 1 ponto para febre, ausência de tosse, adenopatia cervical anterior dolorosa e exsudato; idade de 3 a 14 anos soma +1 e 45 anos ou mais soma -1. Com 4 ou mais pontos, a probabilidade de estreptococo é alta.
Faringotonsilite é inflamação infecciosa da faringe e das tonsilas, geralmente viral, mas a prova quer que você reconheça quando pensar em estreptococo beta-hemolítico do grupo A e quando suspeitar de complicação supurativa.
O que separa este tema dos vizinhos é: dor de garganta com febre, exsudato tonsilar, adenopatia cervical anterior dolorosa e ausência de tosse fazem pensar em faringotonsilite estreptocócica; trismo, voz abafada e desvio de úvula fazem pensar em abscesso peritonsilar.
A banca costuma cobrar criança ou adolescente com início súbito de odinofagia, febre, tonsilas hiperemiadas ou com exsudato, petéquias em palato e linfonodos cervicais anteriores dolorosos.
O dado que mata a questão é a combinação:
Achado | Interpretação |
|---|---|
Tosse, coriza, rouquidão, conjuntivite | Mais provável viral |
Febre + exsudato + adenopatia cervical anterior + ausência de tosse | Pensar em estreptococo do grupo A |
Trismo + voz abafada + sialorreia + desvio de úvula | Abscesso peritonsilar |
Membrana acinzentada aderente + sangramento ao tentar remover | Difteria |
Linfonodomegalia generalizada + esplenomegalia | Mononucleose infecciosa |
Para prova, o mais importante é não dar antibiótico para toda garganta vermelha. Antibiótico entra quando há alta suspeita ou confirmação de estreptococo do grupo A, conforme idade, clínica e disponibilidade de teste rápido ou cultura.
A maioria das faringotonsilites é viral. Adenovírus, rinovírus, influenza, parainfluenza, coronavírus e Epstein-Barr são causas frequentes.
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A forma bacteriana clássica de prova é por Streptococcus pyogenes, o estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Ele importa porque pode causar complicações supurativas, como abscesso peritonsilar, e complicações imunológicas, especialmente febre reumática. Glomerulonefrite pós-estreptocócica também pode ocorrer, mas não é prevenida de forma consistente pelo antibiótico.
A pegadinha é: tratar estreptococo não é para aliviar garganta vermelha qualquer. É para reduzir transmissão, encurtar sintomas de forma modesta, prevenir febre reumática e evitar complicações supurativas.
Faringotonsilite estreptocócica típica:
início súbito;
febre;
odinofagia intensa;
cefaleia, náuseas, vômitos ou dor abdominal em crianças;
tonsilas hiperemiadas, aumentadas ou com exsudato;
petéquias em palato;
linfonodos cervicais anteriores dolorosos;
ausência de tosse.
Regra prática: tosse e coriza derrubam estreptococo; febre, exsudato e adenopatia anterior levantam estreptococo.
Faringotonsilite viral:
tosse;
coriza;
rouquidão;
conjuntivite;
diarreia;
úlceras orais;
sintomas gripais;
evolução autolimitada.
Mononucleose infecciosa:
febre;
faringite exsudativa;
fadiga importante;
linfonodomegalia posterior ou generalizada;
esplenomegalia;
linfocitose com linfócitos atípicos;
rash após uso de amoxicilina ou ampicilina.
Difteria:
pseudomembrana acinzentada aderente;
sangramento ao tentar remover;
toxemia;
cervicalgia e edema cervical;
risco de miocardite e neuropatia.
Herpangina ou doença mão-pé-boca:
vesículas ou úlceras em orofaringe;
lesões em mãos e pés na doença mão-pé-boca;
mais comum em crianças.
A banca quer que você reconheça complicação ou via aérea ameaçada quando houver:
dispneia;
estridor;
sialorreia;
incapacidade de engolir saliva;
trismo;
voz abafada;
rigidez cervical;
abaulamento unilateral de pilar amigdaliano;
desvio de úvula;
toxemia;
imunossupressão;
piora progressiva apesar de tratamento.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.