
A questão cobra o exame que confirma o diagnóstico de linfoma diante de linfonodomegalia supraclavicular e axilar, febre, hepatoesplenomegalia e LDH elevado, já descartadas infecções agudas por EBV, CMV e HIV. Linfoma é um diagnóstico histológico. Por isso, a confirmação vem da biópsia de linfonodo, de preferência excisional, com histopatologia e imuno-histoquímica.
Linfonodos supraclaviculares e axilares endurecidos + febre + hepatoesplenomegalia + LDH elevado + sorologias sem infecção aguda = suspeita de linfoma → biópsia excisional de linfonodo com imuno-histoquímica
Os linfonodos supraclaviculares são os de maior risco de malignidade entre as cadeias periféricas. Por isso, linfonodomegalia nessa região deve sempre ser investigada, mesmo em paciente jovem. A localização sugere a origem: o linfonodo supraclavicular esquerdo (nódulo de Virchow) recebe drenagem do abdome e se associa a neoplasias como câncer gástrico. O direito drena mediastino, pulmões e esôfago. Ambos também são sítios frequentes de linfoma.
Na suspeita de linfoma, o diagnóstico exige avaliação da arquitetura do linfonodo e imunofenotipagem. A biópsia excisional, com histopatologia e imuno-histoquímica, é o método preferido. A biópsia por agulha grossa (core) é aceitável quando a excisão não é viável. A punção aspirativa por agulha fina isolada não basta, porque não preserva a arquitetura e não permite classificar o linfoma.
Armadilha clássica: confundir diagnóstico com estadiamento. Exames de sangue (hemograma, LDH, função hepática), tomografia e PET-CT servem para estadiar e avaliar o prognóstico depois da confirmação histológica. Nenhum deles confirma o diagnóstico.
A biópsia do linfonodo com estudo histopatológico e imuno-histoquímico é o único exame da lista que confirma e classifica o linfoma. A forma preferida é a biópsia excisional.
A punção aspirativa por agulha fina obtém apenas células soltas, sem a arquitetura do linfonodo. Pode sugerir malignidade, mas não confirma nem classifica linfoma.
Exames de sangue como hemograma e LDH são inespecíficos. Entram no estadiamento e no prognóstico, não no diagnóstico.
A tomografia de abdome avalia a extensão da doença (linfonodos retroperitoneais, fígado e baço). É exame de estadiamento e não substitui a histologia.
A imagem do tórax pode mostrar massa mediastinal, mas não define a natureza da lesão. Além disso, a radiografia da paciente já foi normal.
Linfoma se confirma com tecido: biópsia de linfonodo, de preferência excisional, com imuno-histoquímica. Punção aspirativa, exames de sangue e imagem não confirmam o diagnóstico.
Linfomas são neoplasias de linfócitos que se apresentam, para prova, como linfonodomegalia persistente, sintomas B e massa mediastinal ou abdominal, dividindo-se principalmente em linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin.
O que separa os dois grandes grupos é:
Linfoma de Hodgkin: disseminação mais previsível, geralmente linfonodal contígua, presença de células de Reed-Sternberg e associação clássica com linfonodo cervical indolor em jovem.
Linfoma não Hodgkin: grupo heterogêneo, mais comum em idosos, pode ter doença extranodal, disseminação menos previsível e comportamento que varia de indolente a muito agressivo.
Para prova, o mais importante é reconhecer o padrão clínico, saber quando biopsiar, diferenciar Hodgkin de não Hodgkin e lembrar das urgências onco-hematológicas.
A banca costuma cobrar um paciente com:
Linfonodomegalia indolor, persistente, endurecida e maior que 2 cm.
Sintomas B: febre inexplicada, sudorese noturna profusa e perda de peso maior que 10% em 6 meses.
Prurido, fadiga e febre recorrente.
Massa mediastinal, especialmente no linfoma de Hodgkin esclerose nodular e no linfoma linfoblástico.
Hepatoesplenomegalia ou citopenias quando há acometimento avançado.
Doença extranodal no linfoma não Hodgkin, como trato gastrointestinal, pele, sistema nervoso central, testículo, osso ou anel de Waldeyer.
A palavra que entrega o diagnóstico costuma ser linfonodo indolor persistente. O dado que mata a questão é: linfonodo suspeito não se acompanha indefinidamente, deve ser biopsiado, preferencialmente por biópsia excisional.
Linfomas surgem por proliferação clonal de linfócitos B, T ou NK em diferentes estágios de maturação.
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Para prova:
A maioria dos linfomas é de origem B.
Linfoma de Hodgkin clássico tem células de Reed-Sternberg, geralmente CD15+ e CD30+.
Linfomas não Hodgkin podem ser indolentes, agressivos ou muito agressivos.
Linfoma indolente cresce devagar, pode ser incurável com tratamento convencional, mas permite observação em casos assintomáticos.
Linfoma agressivo cresce rápido, dá sintomas importantes, mas pode ser curável com quimioterapia.
Imunossupressão aumenta risco de linfoma, especialmente HIV, transplante e uso crônico de imunossupressores.
EBV se associa a alguns subtipos, como linfoma de Burkitt, linfoma de Hodgkin, linfomas pós-transplante e alguns linfomas em HIV.
Regra de prova: crescimento rápido não significa pior resposta obrigatória. Linfomas agressivos podem ser mais curáveis que linfomas indolentes.
Linfonodomegalia indolor, persistente e progressiva.
Linfonodo cervical, supraclavicular, axilar ou inguinal aumentado.
Sintomas B:
Febre maior que 38 °C sem causa infecciosa.
Sudorese noturna profusa.
Perda ponderal maior que 10% em 6 meses.
Massa mediastinal:
Tosse.
Dispneia.
Dor torácica.
Síndrome da veia cava superior.
Esplenomegalia.
Astenia e perda de apetite.
Prurido intenso, especialmente no linfoma de Hodgkin.
Dor em linfonodo após ingestão alcoólica, achado clássico, mas pouco sensível.
Febre de Pel-Ebstein, febre cíclica associada ao linfoma de Hodgkin, muito clássica e pouco frequente.
Acometimento extranodal, mais típico dos linfomas não Hodgkin.
Sintomas gastrointestinais em linfoma MALT ou linfoma intestinal.
Sintomas neurológicos em linfoma primário de sistema nervoso central ou acometimento secundário.
Citopenias por infiltração de medula óssea.
Linfonodo supraclavicular.
Linfonodo endurecido, fixo, maior que 2 cm ou progressivo.
Linfonodomegalia generalizada.
Sintomas B.
Massa mediastinal.
Esplenomegalia inexplicada.
Citopenias sem outra causa.
LDH elevado.
Síndrome da veia cava superior.
Compressão medular.
Síndrome de lise tumoral.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.