
A questão cobra a definição de assinclitismo no mecanismo do parto. Assinclitismo é a inclinação lateral da cabeça fetal, que faz a sutura sagital deixar de ficar equidistante do promontório e da sínfise púbica. Por isso a resposta é a alternativa B, que descreve inclinação lateral da cabeça, e não flexão nem movimento do dorso.
Inclinação lateral da cabeça fetal + sutura sagital fora do ponto médio entre promontório e sínfise = assinclitismo
O assinclitismo é a inclinação lateral da cabeça fetal durante a insinuação e a descida, de modo que a sutura sagital não fica equidistante do promontório e da sínfise púbica. Quando a sutura sagital fica a meio caminho entre esses dois pontos, chama-se sinclitismo. O diagnóstico é feito no toque vaginal, pela localização da sutura sagital em relação ao eixo da pelve.
No assinclitismo anterior (obliquidade de Naegele), a sutura sagital se aproxima do promontório e o parietal anterior desce primeiro. No assinclitismo posterior (obliquidade de Litzmann), a sutura sagital se aproxima da sínfise púbica e o parietal posterior desce primeiro. Graus moderados de assinclitismo são fisiológicos e facilitam a passagem da cabeça pelo estreito superior.
Uma armadilha frequente é confundir o assinclitismo com a flexão. A flexão é a aproximação do mento ao tórax, que reduz o diâmetro da apresentação. O assinclitismo é uma inclinação lateral e envolve sempre a cabeça fetal, não o dorso. Já o assinclitismo acentuado, em especial o posterior, pode dificultar a progressão do parto.
Flexão é a aproximação do mento ao tórax fetal, que troca diâmetros maiores por menores na apresentação. É um movimento cardeal do parto, mas não é assinclitismo.
Descreve o assinclitismo: inclinação lateral da cabeça fetal, com a sutura sagital desviada em direção ao promontório ou à sínfise púbica.
O assinclitismo é definido pela posição da cabeça fetal, avaliada pela sutura sagital no toque, e não pelo dorso.
Flexão do dorso não é a definição de assinclitismo. O termo se refere à inclinação lateral da cabeça fetal.
Assinclitismo é inclinação lateral da cabeça, lida pela sutura sagital. No anterior (Naegele), a sutura vai para o promontório. No posterior (Litzmann), a sutura vai para a sínfise.
Trabalho de parto é a associação de contrações uterinas regulares e dolorosas com modificação cervical progressiva, especialmente apagamento e dilatação. Para prova, o ponto-chave é separar trabalho de parto verdadeiro de pródromos, fase latente de fase ativa e parto normal de distocia.
A banca costuma cobrar gestante a termo com dor tipo cólica, contrações rítmicas, perda do tampão mucoso, dilatação progressiva e descida da apresentação fetal.
O perfil clássico é:
gestante com contrações dolorosas e regulares;
colo uterino apagando e dilatando;
apresentação cefálica insinuando ou descendo;
bolsa íntegra ou rota;
feto com vitalidade preservada.
A palavra que entrega o diagnóstico é progressão: se o colo não muda, não é trabalho de parto estabelecido.
Para prova, o mais importante é:
trabalho de parto verdadeiro: contrações regulares + modificação cervical;
fase ativa: dilatação cervical geralmente a partir de 5 a 6 cm, com progressão;
período expulsivo: dilatação completa de 10 cm até nascimento;
terceiro período: nascimento até dequitação placentária;
quarto período: primeira hora após a dequitação, fase de maior risco de hemorragia pós-parto.
O trabalho de parto depende de contrações coordenadas do miométrio, amadurecimento cervical e ação integrada de ocitocina, prostaglandinas e resposta inflamatória local.
Para a prova, não precisa decorar cascata molecular. O que importa é entender:
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contração uterina efetiva causa apagamento, dilatação e descida fetal;
colo favorável é mais macio, anterior, apagado e dilatado;
apresentação fetal, bacia materna e força contrátil determinam a evolução;
distocia costuma envolver os 3 Ps: passageiro, passagem e potência.
Regra prática: contração sem colo mudar é pródromo; contração com colo mudando é trabalho de parto.
Contrações uterinas dolorosas, regulares e progressivamente mais frequentes.
Dor em hipogástrio e lombossacra.
Dilatação e apagamento cervical ao toque vaginal.
Perda do tampão mucoso.
Descida da apresentação fetal.
Rotura de membranas com saída de líquido claro, quando presente.
O dado que mata a questão é a mudança cervical documentada em avaliações seriadas.
Fase latente com contrações irregulares ou pouco coordenadas e dilatação inicial.
Fase ativa com dilatação mais rápida e contrações efetivas.
Período expulsivo com puxos, sensação de evacuação, distensão perineal e coroamento.
Dequitação espontânea da placenta no terceiro período.
Contrações de Braxton-Hicks: irregulares, melhoram com repouso ou hidratação e não mudam o colo.
Sangramento vaginal intenso.
Dor abdominal contínua, hipertonia uterina ou sofrimento fetal.
Líquido amniótico meconial espesso associado a alteração de vitalidade fetal.
Febre materna, taquicardia materna ou fetal e líquido fétido.
Prolapso de cordão.
Apresentação anômala em trabalho de parto avançado.
Parada de progressão da dilatação ou da descida fetal.
Pressão arterial elevada, cefaleia, escotomas ou epigastralgia, sugerindo síndrome hipertensiva.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.