
A questão pede a alternativa que NÃO é causa comum de crescimento intrauterino restrito. Insuficiência placentária, desnutrição materna grave e trombofilia (sobretudo a síndrome antifosfolípide) comprometem a perfusão ou o aporte de nutrientes ao feto. O hipotireoidismo subclínico (TSH elevado com T4 livre normal) não tem associação estabelecida com CIR, portanto a resposta é B.
Causas de CIR = placentárias + maternas (desnutrição, tabagismo, hipertensão, SAF) + fetais (cromossomopatias, infecções); hipotireoidismo subclínico fora da lista = alternativa B
Quem pesquisa ciur (crescimento intrauterino restrito, também chamado de restrição de crescimento fetal) quer entender o feto que não atinge seu potencial genético de crescimento. Na prática, o diagnóstico usa o peso fetal estimado ou a circunferência abdominal abaixo do percentil 10 para a idade gestacional ao ultrassom. O consenso Delphi refina esse critério: peso ou circunferência abdominal abaixo do percentil 3 isoladamente, ou abaixo do percentil 10 associado a alteração no Doppler (artéria umbilical ou uterina).
As causas se dividem em três grupos. As placentárias são as mais frequentes, com a insuficiência placentária à frente. As maternas incluem síndromes hipertensivas, desnutrição grave, tabagismo, álcool e drogas, doenças crônicas e síndrome antifosfolípide. As fetais incluem cromossomopatias, síndromes genéticas e infecções congênitas. O CIR assimétrico, com circunferência abdominal mais reduzida que o polo cefálico, sugere insuficiência placentária e costuma ser tardio. O CIR simétrico, mais precoce, aponta para causa fetal intrínseca.
Armadilhas de prova: não confunda feto pequeno para a idade gestacional (constitucionalmente pequeno, com Doppler normal) com restrição de crescimento verdadeira. Lembre também que a associação das trombofilias hereditárias com CIR é fraca, ao passo que a da síndrome antifosfolípide é bem documentada. Já o hipotireoidismo subclínico não figura entre as causas reconhecidas de restrição.
A insuficiência placentária é a causa mais frequente de CIR. A redução da perfusão uteroplacentária limita a oferta de oxigênio e nutrientes, gerando tipicamente o padrão assimétrico.
Esta é a resposta. O hipotireoidismo subclínico (TSH elevado com T4 livre normal) não tem relação causal estabelecida com CIR e não está entre as causas comuns citadas nas diretrizes.
A desnutrição materna grave reduz o aporte de substratos ao feto e é causa materna reconhecida de restrição de crescimento.
Trombofilias podem levar a trombose e infarto placentário, com insuficiência placentária. A associação é mais forte na síndrome antifosfolípide do que nas trombofilias hereditárias, mas ambas aparecem como causa nos livros-texto.
Para CIR, pense em três grupos: placenta, mãe (hipertensão, desnutrição, tabagismo, SAF) e feto (cromossomopatias, infecções). Hipotireoidismo subclínico não entra nessa lista.
Crescimento intra-uterino restrito é o feto que não alcança seu potencial de crescimento, geralmente por insuficiência placentária, e não apenas por ser pequeno.
Para prova, o ponto central é separar:
Feto pequeno para idade gestacional (PIG): peso fetal estimado ou peso ao nascer abaixo do percentil 10.
CIUR: feto pequeno com sinais de sofrimento placentário, piora de crescimento ou Doppler alterado.
Feto constitucionalmente pequeno: pequeno, mas saudável, com Doppler normal e crescimento proporcional.
O que mata a questão é: percentil baixo + Doppler alterado = CIUR até prova em contrário.
A banca costuma cobrar gestante com:
altura uterina menor que o esperado;
ultrassonografia mostrando peso fetal estimado abaixo do percentil 10;
líquido amniótico reduzido;
Doppler de artéria umbilical alterado;
fatores de risco maternos, como hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, doença renal, lúpus, trombofilias, desnutrição ou gestação gemelar.
A palavra que entrega o diagnóstico costuma ser:
centralização fetal;
diástole zero ou reversa na artéria umbilical;
peso fetal estimado abaixo do percentil 3
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queda da velocidade de crescimento fetal.
Para prova, CIUR é muito associado à insuficiência placentária e risco de hipóxia fetal.
Na maioria das questões, CIUR é consequência de má perfusão útero-placentária. A placenta entrega menos oxigênio e nutrientes, e o feto adapta a circulação para proteger órgãos nobres.
Sequência clássica para prova:
Insuficiência placentária.
Aumento da resistência na artéria umbilical.
Redução ou ausência de fluxo diastólico.
Centralização fetal com vasodilatação da artéria cerebral média.
Alterações venosas, como ducto venoso alterado.
Acidose, sofrimento fetal e óbito.
Regra prática: Doppler arterial altera antes; Doppler venoso alterado é sinal tardio e grave.
Altura uterina menor que a idade gestacional.
Peso fetal estimado abaixo do percentil 10.
Circunferência abdominal fetal reduzida.
Oligodrâmnio.
Doppler de artéria umbilical alterado.
Associação com pré-eclâmpsia ou hipertensão materna.
Redução de movimentos fetais.
Placenta pequena ou com sinais de insuficiência.
Gestação gemelar com crescimento discordante.
História prévia de CIUR, óbito fetal ou pré-eclâmpsia grave.
Infecções congênitas, especialmente quando há CIUR precoce e alterações anatômicas.
Peso fetal estimado abaixo do percentil 3.
Diástole ausente ou reversa na artéria umbilical.
Ducto venoso com onda A ausente ou reversa.
Cardiotocografia patológica.
Oligodrâmnio importante.
CIUR precoce, antes de 32 semanas.
Associação com pré-eclâmpsia grave.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.