
A questão cobra a memorização das categorias clínicas (C) da classificação CEAP para doença venosa crônica. Basta lembrar a sequência crescente de gravidade clínica: C1 telangiectasias, C2 varizes, C3 edema, C4 alterações de pele, C5 úlcera cicatrizada e C6 úlcera ativa. Assim, C3 corresponde a edema, alternativa E.
Doença venosa crônica + edema de origem venosa sem alteração trófica de pele = CEAP C3
A classificação CEAP é o sistema padrão para descrever a doença venosa crônica dos membros inferiores. A sigla reúne quatro eixos: C (clínico), E (etiológico: congênita, primária, secundária ou sem causa identificada), A (anatômico: sistema venoso superficial, profundo ou perfurantes) e P (fisiopatológico: refluxo, obstrução ou ambos).
O eixo clínico é o mais cobrado: C0 sem sinais visíveis, C1 telangiectasias ou veias reticulares, C2 veias varicosas, C3 edema, C4 alterações de pele (C4a pigmentação ou eczema, C4b lipodermatosclerose ou atrofia branca e, desde a atualização de 2020, C4c corona phlebectatica), C5 úlcera cicatrizada e C6 úlcera ativa. Acrescenta-se S para sintomático ou A para assintomático, e a atualização de 2020 criou o modificador r para recorrência (C2r e C6r).
Armadilhas de prova: o edema do C3 precisa ser de origem venosa, e a presença de alteração de pele já classifica o paciente como C4, mesmo que haja edema. A CEAP descreve o quadro, mas não é escore de gravidade para seguimento: para acompanhar a evolução usa-se o Venous Clinical Severity Score (VCSS).
Eczema é alteração de pele e pertence à categoria C4a, junto com a hiperpigmentação.
Telangiectasias e veias reticulares definem a categoria C1, o estágio clínico mais leve da doença visível.
Alterações de pele com úlcera cicatrizada correspondem à categoria C5. A úlcera ativa é C6.
Atrofia branca é alteração de pele avançada e entra na categoria C4b, junto com a lipodermatosclerose.
Edema de origem venosa, sem alteração trófica de pele, é exatamente a definição da categoria C3.
Na CEAP, pense em progressão: vaso fino (C1), vaso grosso (C2), edema (C3), pele (C4), úlcera fechada (C5) e úlcera aberta (C6). Qualquer alteração de pele já é C4 ou acima.
Insuficiência venosa crônica é a manifestação clínica da hipertensão venosa sustentada nos membros inferiores, geralmente por refluxo valvar, obstrução venosa ou síndrome pós-trombótica.
Para prova, o que separa esse tema dos vizinhos é: edema crônico de membros inferiores, piora ao longo do dia, melhora com elevação das pernas, varizes, hiperpigmentação ocre, eczema, lipodermatoesclerose e úlcera maleolar medial.
A banca costuma cobrar um paciente, geralmente mulher, idoso, obeso, multípara ou com história de trombose venosa profunda, que apresenta:
Edema vespertino em membros inferiores.
Sensação de peso, cansaço, queimação ou dor nas pernas.
Piora em ortostatismo prolongado.
Melhora com elevação dos membros.
Varizes visíveis.
Alterações tróficas em região distal da perna.
Úlcera crônica próxima ao maléolo medial.
A palavra que entrega o diagnóstico costuma ser: hiperpigmentação ocre, dermatite de estase, lipodermatoesclerose ou úlcera maleolar medial.
O dado que mata a questão é a combinação de edema crônico + pele ocre + úlcera medial.
O problema central é hipertensão venosa ambulatorial.
Em uma veia normal, a contração da panturrilha empurra o sangue para cima, e as válvulas impedem refluxo. Na insuficiência venosa crônica, há falha desse sistema por:
Refluxo valvar superficial, profundo ou perfurante.
Obstrução venosa, muitas vezes após trombose venosa profunda.
Falha da bomba muscular da panturrilha.
Aumento persistente da pressão venosa distal.
A hipertensão venosa causa extravasamento de líquido, proteínas e hemácias para o interstício. A degradação da hemoglobina deposita hemossiderina, gerando a hiperpigmentação ocre. Com inflamação crônica, surgem eczema, fibrose subcutânea, lipodermatoesclerose e úlcera venosa.
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Regra prática: veia ruim faz edema que piora em pé e melhora com a perna para cima.
Edema crônico de membros inferiores.
Piora no fim do dia.
Melhora com elevação dos membros.
Varizes.
Dor em peso ou sensação de cansaço nas pernas.
Hiperpigmentação ocre no terço distal da perna.
Dermatite de estase.
Lipodermatoesclerose.
Úlcera venosa em região maleolar medial.
A úlcera venosa clássica é superficial, irregular, exsudativa, pouco dolorosa e localizada no maléolo medial.
Prurido por eczema de estase.
Cãibras noturnas.
Coroa flebectásica no tornozelo.
Atrofia branca.
Edema com cacifo.
Celulite recorrente.
Sangramento por ruptura de variz superficial.
Síndrome pós-trombótica após trombose venosa profunda.
Classificação CEAP, muito cobrada em provas:
Classe | Achado |
|---|---|
C0 | Sem sinais visíveis |
C1 | Telangiectasias ou veias reticulares |
C2 | Varizes |
C3 | Edema |
C4 | Alterações de pele, como hiperpigmentação, eczema e lipodermatoesclerose |
C5 | Úlcera venosa cicatrizada |
C6 | Úlcera venosa ativa |
Para prova, lembre: úlcera ativa é C6.
Dor intensa desproporcional.
Úlcera muito dolorosa, profunda ou com bordas necróticas.
Ausência de pulsos periféricos.
Pé frio ou palidez.
Índice tornozelo-braquial baixo.
Úlcera lateral, distal em artelhos ou em áreas de pressão.
Edema unilateral súbito, doloroso, com empastamento de panturrilha.
Sinais sistêmicos, febre ou celulite extensa.
Úlcera que não melhora apesar de tratamento adequado.
Lesão com bordas elevadas, sangramento fácil ou aspecto suspeito de neoplasia.
Esses achados obrigam a pensar em doença arterial periférica, trombose venosa profunda, infecção, vasculite ou câncer de pele sobre úlcera crônica.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.