
A questão cobra, de forma direta, a qual doença se aplica a classificação de Hinchey. Basta lembrar que ela estadia a diverticulite aguda complicada com perfuração, graduando o grau de contaminação peritoneal, o que leva à alternativa D.
Diverticulite aguda + perfuração com abscesso ou peritonite = estadiamento pela classificação de Hinchey → define drenagem, antibiótico ou cirurgia
A classificação de Hinchey foi descrita em 1978 para estadiar a diverticulite aguda perfurada a partir dos achados cirúrgicos. Tem quatro estágios: I, abscesso pericólico ou mesentérico; II, abscesso pélvico, intra-abdominal ou retroperitoneal distante do cólon; III, peritonite purulenta generalizada; IV, peritonite fecal, com comunicação livre entre a luz intestinal e a cavidade peritoneal.
Hoje o estadiamento é feito principalmente pela tomografia de abdome com contraste, e por isso se usa a classificação de Hinchey modificada, que acrescenta o estágio 0 (diverticulite clínica leve) e divide o estágio I em Ia (inflamação ou fleimão pericólico) e Ib (abscesso pericólico). Assim a classificação passou a orientar a conduta antes da cirurgia.
Para que serve: estágios I e II costumam ser tratados com antibiótico, com drenagem percutânea guiada por imagem quando o abscesso é maior; estágios III e IV indicam cirurgia de urgência, como a operação de Hartmann ou ressecção com anastomose primária em pacientes selecionados. A armadilha clássica é confundir purulenta (III) com fecal (IV) e trocar a ordem dos abscessos pericólico (I) e à distância (II).
O cisto de colédoco é classificado pela classificação de Todani, baseada na localização e na morfologia da dilatação das vias biliares.
A hérnia inguinal usa sistemas como Nyhus ou Gilbert, que descrevem o tipo e o tamanho do defeito da parede posterior e do anel inguinal.
A pancreatite aguda é avaliada por critérios de gravidade e prognóstico como Ranson, APACHE II e a classificação de Atlanta revisada.
A classificação de Hinchey estadia a diverticulite aguda complicada pela extensão da contaminação peritoneal, do abscesso pericólico à peritonite fecal.
Hinchey é diverticulite: I e II são abscessos (perto e longe do cólon), III é pus e IV é fezes na cavidade. Não confunda com Todani (colédoco), Nyhus (hérnia) e Ranson ou Atlanta (pancreatite).
Doença diverticular dos cólons é a presença de divertículos, principalmente no sigmoide, que pode ser assintomática, causar sintomas crônicos, inflamar como diverticulite ou sangrar. Para prova, o mais importante é separar três cenários: diverticulose assintomática, diverticulite aguda e hemorragia diverticular.
A banca costuma cobrar adulto ou idoso com dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e alteração do hábito intestinal. A palavra que entrega o diagnóstico é "diverticulite", principalmente quando aparece dor em quadrante inferior esquerdo.
O padrão clássico:
Diverticulose: achado incidental em colonoscopia ou enema opaco.
Diverticulite aguda: dor em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas, constipação ou diarreia, leucocitose.
Hemorragia diverticular: hematoquezia volumosa, súbita, geralmente indolor, em idoso.
Complicação: abscesso, perfuração, peritonite, fístula ou obstrução.
O exame mais cobrado na suspeita de diverticulite aguda é tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste.
Divertículos colônicos são herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular, geralmente em pontos de penetração dos vasos retos. No Ocidente, predominam no cólon esquerdo, especialmente sigmoide.
A diverticulite ocorre por inflamação do divertículo, com microperfuração local. A gravidade depende de a perfuração ficar bloqueada pelo mesocólon ou evoluir para abscesso, peritonite purulenta ou peritonite fecal.
A hemorragia diverticular acontece por lesão dos vasos retos no colo do divertículo. Por isso, pode ser volumosa e indolor, mesmo sem inflamação.
Dor em fossa ilíaca esquerda.
Febre.
Leucocitose.
Dor à palpação local.
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Náuseas.
Alteração do hábito intestinal.
Idoso com hematoquezia indolor quando o quadro é sangramento diverticular.
Sintomas urinários por irritação vesical.
Massa palpável se abscesso pericólico.
Pneumatúria ou fecalúria sugerindo fístula colovesical.
Dor em fossa ilíaca direita em diverticulite de ceco, mais confundida com apendicite.
Doença diverticular sintomática não complicada: dor abdominal recorrente, distensão e alteração do hábito intestinal, sem sinais sistêmicos de inflamação.
Peritonite difusa.
Instabilidade hemodinâmica.
Sepse.
Imunossupressão.
Dor intensa com defesa abdominal.
Abscesso grande.
Pneumoperitônio.
Sangramento digestivo baixo com choque ou queda importante de hemoglobina.
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