
A questão cobra a definição semiológica do sinal de Rovsing, um dos sinais clássicos do exame físico na apendicite aguda. Basta lembrar que é um sinal de dor referida contralateral: comprime-se a fossa ilíaca esquerda e o paciente sente dor na fossa ilíaca direita, no ponto de McBurney, o que corresponde à alternativa B.
Compressão da fossa ilíaca esquerda + dor referida no ponto de McBurney = sinal de Rovsing positivo → reforça a suspeita de apendicite aguda
O sinal de Rovsing é pesquisado com o paciente em decúbito dorsal. O examinador faz compressão profunda e contínua na fossa ilíaca esquerda. O sinal é positivo quando essa manobra provoca dor na fossa ilíaca direita, na região do ponto de McBurney. Classicamente, isso se explica pelo deslocamento retrógrado de gases do cólon esquerdo em direção ao ceco, que distende a região do apêndice inflamado. Outra explicação é a mobilização do peritônio irritado.
Na apendicite aguda, o sinal de Rovsing faz parte de um conjunto de sinais que indicam irritação peritoneal ou a posição do apêndice. O sinal de Blumberg é a dor à descompressão brusca da fossa ilíaca direita. O sinal do psoas é a dor à extensão passiva do quadril direito ou à flexão da coxa contra resistência, e sugere apêndice retrocecal. O sinal do obturador é a dor à rotação interna da coxa direita fletida, e sugere apêndice pélvico.
A armadilha é confundir os epônimos. Nenhum desses sinais isolado confirma ou exclui o diagnóstico: eles aumentam a probabilidade clínica, que deve ser integrada à história, aos exames laboratoriais, aos escores clínicos e, quando indicado, à imagem.
A dor à descompressão brusca (sensibilidade em rebote) da parede abdominal corresponde ao sinal de Blumberg, marcador de irritação peritoneal. Não é o sinal de Rovsing.
É exatamente a definição do sinal de Rovsing: a compressão do abdome inferior esquerdo gera dor referida no ponto de McBurney, na fossa ilíaca direita.
A dor à elevação da perna estendida contra resistência (flexão ativa do quadril) descreve o sinal do psoas, que sugere contato do apêndice inflamado com o músculo psoas, típico da posição retrocecal.
A dor à tração delicada do testículo direito é uma manobra descrita na semiologia da apendicite, mas pouco cobrada. Não corresponde ao sinal de Rovsing, que envolve compressão da fossa ilíaca esquerda.
Rovsing é dor referida: aperta à esquerda, dói à direita. Blumberg é descompressão, psoas é extensão ou flexão do quadril contra resistência, e obturador é rotação interna da coxa fletida.
Apendicite é inflamação aguda do apêndice, geralmente por obstrução luminal, e para prova o mais importante é reconhecer o quadro de dor abdominal migratória para fossa ilíaca direita com sinais de irritação peritoneal e indicar apendicectomia sem atrasar por exames desnecessários.
O que separa apendicite dos vizinhos é a sequência clássica: dor periumbilical mal localizada, depois dor em fossa ilíaca direita, associada a náuseas, anorexia, febre baixa e leucocitose.
A banca costuma cobrar um paciente jovem, previamente hígido, com dor abdominal há menos de 48 horas, inicialmente periumbilical, que migra para fossa ilíaca direita. O dado que mata a questão é a dor no ponto de McBurney com sinais de irritação peritoneal.
Achados típicos:
dor migratória para fossa ilíaca direita;
anorexia;
náuseas e vômitos após início da dor;
febre baixa;
leucocitose com neutrofilia;
proteína C reativa elevada, principalmente em quadros mais arrastados;
Blumberg positivo em fossa ilíaca direita;
sinal do psoas ou do obturador, conforme posição do apêndice.
Palavra que entrega o diagnóstico: dor migratória.
A causa clássica é obstrução da luz apendicular, geralmente por fecalito, hiperplasia linfoide, corpo estranho ou tumor. A obstrução aumenta a pressão intraluminal, causa congestão venosa, proliferação bacteriana, isquemia, necrose e possível perfuração.
Para prova, a evolução importa mais que o mecanismo:
fase inicial: dor visceral periumbilical;
progressão inflamatória: dor somática localizada em fossa ilíaca direita;
complicação: perfuração, abscesso, plastrão, peritonite.
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Dor abdominal que começa periumbilical e migra para fossa ilíaca direita.
Anorexia, muito típica.
Náuseas e vômitos, geralmente depois da dor.
Febre baixa.
Dor à palpação no ponto de McBurney.
Defesa ou descompressão brusca dolorosa.
Leucocitose com neutrofilia.
Diarreia, se apêndice pélvico irritar reto.
Disúria ou piúria estéril, se apêndice estiver próximo ao trato urinário.
Dor em hipogástrio, em apêndice pélvico.
Dor lombar ou em flanco, em apêndice retrocecal.
Sinal do psoas: sugere apêndice retrocecal.
Sinal do obturador: sugere apêndice pélvico.
Sinal de Rovsing: dor em fossa ilíaca direita ao palpar fossa ilíaca esquerda.
Febre alta.
Dor difusa.
Peritonite generalizada.
Massa palpável em fossa ilíaca direita.
Taquicardia importante.
Hipotensão.
Sintomas por mais de 48 a 72 horas.
Queda do estado geral.
Idoso, gestante ou imunossuprimido com dor abdominal pouco exuberante.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.