
A questão cobra a conduta na diverticulite aguda complicada com abscesso pericólico (Hinchey I) em paciente sem peritonite difusa. Como o abscesso é pequeno e localizado, o tratamento é clínico: internação e antibiótico endovenoso com cobertura para gram-negativos entéricos e anaeróbios, como cefalosporina de terceira geração associada ao metronidazol.
Dor em fossa ilíaca esquerda + febre + TC com abscesso pericólico (Hinchey I) = diverticulite complicada localizada → internação e antibiótico EV (cefalosporina de 3ª geração + metronidazol)
Dor na fossa iliaca esquerda em paciente acima de 50 anos, com febre e leucocitose, deve levar à hipótese de diverticulite aguda do sigmoide, a causa mais comum desse quadro no Ocidente. O exame de escolha para confirmar o diagnóstico e estadiar a doença é a tomografia de abdome com contraste, que também diferencia a forma não complicada (apenas espessamento e densificação da gordura) da forma complicada (abscesso, perfuração, fístula ou obstrução).
A classificação de Hinchey orienta a conduta na diverticulite perfurada. Estágio I: abscesso pericólico ou fleimão. Estágio II: abscesso pélvico, intra-abdominal ou retroperitoneal à distância. Estágio III: peritonite purulenta generalizada. Estágio IV: peritonite fecal generalizada. Abscessos pequenos (em geral até 3 a 4 cm) respondem a antibiótico endovenoso. Abscessos maiores pedem drenagem percutânea guiada por imagem associada ao antibiótico. As peritonites (III e IV) exigem cirurgia de urgência, como a cirurgia de Hartmann ou a ressecção com anastomose primária em pacientes selecionados.
Armadilhas frequentes: tratar abscesso com antibiótico oral ambulatorial, escolher cirurgia de grande porte para doença localizada e usar antimicrobiano sem cobertura para anaeróbios. O antibiótico oral ambulatorial é reservado à diverticulite não complicada leve, que em pacientes imunocompetentes selecionados pode até ser conduzida sem antibiótico.
Cefalotina é cefalosporina de primeira geração, sem cobertura adequada para gram-negativos entéricos resistentes nem para anaeróbios. Além disso, a via oral não é a escolha para diverticulite complicada com abscesso, que exige internação e antibiótico endovenoso.
A ressecção com anastomose primária não é a primeira abordagem de um abscesso pericólico pequeno. A cirurgia de urgência é reservada à peritonite generalizada (Hinchey III e IV) ou à falha do tratamento clínico e da drenagem.
A cirurgia de Hartmann (sigmoidectomia, fechamento do coto retal e colostomia terminal) é indicada na peritonite, sobretudo fecal, ou em pacientes instáveis e de alto risco. Não se aplica ao Hinchey I.
A cefalosporina de terceira geração cobre os gram-negativos entéricos, e o metronidazol cobre os anaeróbios. Por via endovenosa, é um esquema adequado para o tratamento clínico da diverticulite com abscesso pericólico.
Na diverticulite complicada, pense pelo tamanho do problema: abscesso pequeno pede antibiótico EV, abscesso grande ou à distância pede drenagem percutânea com antibiótico, e peritonite (Hinchey III e IV) pede cirurgia. Antibiótico oral ambulatorial é só para a diverticulite não complicada.
Doença diverticular dos cólons é a presença de divertículos, principalmente no sigmoide, que pode ser assintomática, causar sintomas crônicos, inflamar como diverticulite ou sangrar. Para prova, o mais importante é separar três cenários: diverticulose assintomática, diverticulite aguda e hemorragia diverticular.
A banca costuma cobrar adulto ou idoso com dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e alteração do hábito intestinal. A palavra que entrega o diagnóstico é "diverticulite", principalmente quando aparece dor em quadrante inferior esquerdo.
O padrão clássico:
Diverticulose: achado incidental em colonoscopia ou enema opaco.
Diverticulite aguda: dor em fossa ilíaca esquerda, febre, náuseas, constipação ou diarreia, leucocitose.
Hemorragia diverticular: hematoquezia volumosa, súbita, geralmente indolor, em idoso.
Complicação: abscesso, perfuração, peritonite, fístula ou obstrução.
O exame mais cobrado na suspeita de diverticulite aguda é tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste.
Divertículos colônicos são herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular, geralmente em pontos de penetração dos vasos retos. No Ocidente, predominam no cólon esquerdo, especialmente sigmoide.
A diverticulite ocorre por inflamação do divertículo, com microperfuração local. A gravidade depende de a perfuração ficar bloqueada pelo mesocólon ou evoluir para abscesso, peritonite purulenta ou peritonite fecal.
A hemorragia diverticular acontece por lesão dos vasos retos no colo do divertículo. Por isso, pode ser volumosa e indolor, mesmo sem inflamação.
Dor em fossa ilíaca esquerda.
Febre.
Leucocitose.
Dor à palpação local.
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Náuseas.
Alteração do hábito intestinal.
Idoso com hematoquezia indolor quando o quadro é sangramento diverticular.
Sintomas urinários por irritação vesical.
Massa palpável se abscesso pericólico.
Pneumatúria ou fecalúria sugerindo fístula colovesical.
Dor em fossa ilíaca direita em diverticulite de ceco, mais confundida com apendicite.
Doença diverticular sintomática não complicada: dor abdominal recorrente, distensão e alteração do hábito intestinal, sem sinais sistêmicos de inflamação.
Peritonite difusa.
Instabilidade hemodinâmica.
Sepse.
Imunossupressão.
Dor intensa com defesa abdominal.
Abscesso grande.
Pneumoperitônio.
Sangramento digestivo baixo com choque ou queda importante de hemoglobina.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.