Easy Medicina
+88 mil questões comentadasCom o resumo do tema junto da questão
Assinar

Vigilância em saúde

Medicina Preventiva›  Vigilância em Saúde
SCML2021Acesso direto
Assinale a alternativa correta sobre epizootia em primatas não humanos e febre amarela.
Racional da questão

A questão cobra o fluxo de vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH), estratégia do Ministério da Saúde para detectar precocemente a circulação do vírus da febre amarela. O macaco é hospedeiro sentinela, e a vigilância é mais sensível quanto mais fontes informam o evento. Por isso, qualquer cidadão ou instituição pode comunicar a morte de macacos às autoridades de saúde.

Conteúdo-Chave para Questão (CCQ)

Macaco doente ou morto + qualquer informante (cidadão ou instituição) = epizootia suspeita → notificação imediata, coleta no local (sangue se vivo, fígado se morto) e investigação entomológica

Análise

Epizootia é a ocorrência de doença ou morte de animais, em número acima do esperado, em determinada área e período. É o equivalente animal de uma epidemia. Na febre amarela silvestre, a epizootia em primatas não humanos (bugios, saguis, macacos-prego) funciona como evento sentinela: os macacos adoecem e morrem antes de surgirem casos humanos e indicam que o vírus circula na área.

A morte ou o adoecimento de macaco é de notificação compulsória imediata, em até 24 horas, com registro no SINAN. A informação pode partir de qualquer pessoa ou instituição. A partir dela, a equipe de vigilância investiga o caso: coleta amostras no local do achado (sangue no animal vivo, fígado e outras vísceras no animal morto, para histopatologia, imuno-histoquímica e RT-PCR), faz a investigação entomológica dos vetores silvestres Haemagogus e Sabethes e avalia a cobertura vacinal humana da área.

O objetivo da vigilância de epizootia é antecipar a resposta: intensificar a vacinação e alertar a assistência antes dos casos humanos. Armadilhas comuns de prova: achar que a notificação é restrita a profissionais de saúde, achar que macacos transmitem febre amarela ao homem (quem transmite é o mosquito, e o macaco é vítima e sentinela) e trocar o fígado por outro órgão como material de eleição.

Alternativa por alternativa
  • A
    A informação da morte de macacos pode partir de qualquer cidadão ou instituição.

    A vigilância de epizootias depende da comunicação da população. Qualquer cidadão ou instituição pode informar a morte ou o adoecimento de macacos ao serviço de saúde, o que amplia a sensibilidade do sistema.

  • B
    A vigilância entomológica é incompatível com a vigilância da febre amarela.

    A vigilância entomológica integra a vigilância da febre amarela e a complementa. A captura e a identificação de Haemagogus e Sabethes ajudam a confirmar a transmissão e a delimitar áreas de risco.

  • C
    A investigação entomológica deve ser feita por, pelo menos, quatro profissionais.

    O Guia não exige equipe de quatro profissionais como condição para a investigação entomológica. A equipe é organizada conforme a capacidade local e a situação investigada.

  • D
    O material de eleição para o diagnóstico de febre amarela em primatas doentes é o linfonodo.

    No primata vivo e doente, a amostra indicada é sangue (soro). No animal morto, o material prioritário é o fígado, além de outras vísceras. O linfonodo não é o material de eleição.

  • E
    A coleta de amostras para diagnóstico deve ser feita preferencialmente longe do local onde o animal foi encontrado doente ou morto.

    A coleta deve ser feita no local onde o animal foi encontrado e o mais rápido possível. Isso preserva a qualidade da amostra e permite associar o achado à área provável de circulação viral.

Dica de prova

Na febre amarela, macaco morto é sentinela e não transmissor: a notificação é imediata e pode vir de qualquer pessoa, a coleta é feita no local e o fígado é o órgão de eleição no animal morto.

Referências
  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância de epizootias em primatas não humanos e entomologia aplicada à vigilância da febre amarela. 2. ed. atual. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2023.
Medicina Preventiva · Vigilância em Saúde

Vigilância em saúde

1Ideia central

Vigilância em saúde é o conjunto de ações contínuas para conhecer, detectar, prevenir e controlar riscos, agravos e doenças na população, transformando informação em ação.

Para prova, o mais importante é entender que vigilância não é só notificar caso: é coletar dados, analisar, interpretar, recomendar medidas, executar ações e avaliar resultados.

O que separa este tema dos vizinhos:

  • Vigilância epidemiológica: doenças, agravos, surtos e perfil de adoecimento.

  • Vigilância sanitária: produtos, serviços, ambientes e riscos à saúde.

  • Vigilância ambiental: fatores ambientais que afetam a saúde.

  • Vigilância em saúde do trabalhador: relação entre trabalho e adoecimento.

2Como cai na prova

A banca costuma cobrar uma situação prática: aumento de casos de uma doença, suspeita de surto, doença de notificação compulsória, investigação epidemiológica ou necessidade de intervenção coletiva.

Perfil típico da questão:

  • município identifica aumento inesperado de casos;

  • unidade de saúde atende caso suspeito de doença de notificação compulsória;

  • equipe precisa decidir se notifica, investiga, bloqueia, isola ou comunica;

  • candidato deve reconhecer o papel da vigilância epidemiológica e o fluxo da informação.

Palavras que entregam o diagnóstico do tema:

  • notificação compulsória;

  • investigação epidemiológica;

  • surto;

  • agravo;

  • busca ativa;

  • bloqueio vacinal;

  • SINAN;

Easy Medicina

Treine vigilância em saúde com questões comentadas alternativa por alternativa

884 questões do tema no qBank, cada uma com comentário e resumo do tema, revisão espaçada do que você errou e flashcards do mesmo assunto.

  • +88 mil questões comentadas
  • Provas na íntegra das principais bancas
  • Flashcards conectados ao tema
Assinar a Easy MedicinaJá assino, entrar

Continue estudando

MeningiteQuestão comentadaParasitoses intestinaisQuestão comentadaSepseQuestão comentadaParasitoses intestinaisQuestão comentada
© Easy Medicina · Questão de prova de residência médica, comentada pela equipe Easy Medicina. Material de estudo, não substitui avaliação médica.

informação para ação;

  • medidas de prevenção e controle.

  • O dado que mata a questão: vigilância em saúde é processo contínuo e sistemático, não ação isolada.

    3Fisiopatologia essencial

    Aqui a “fisiopatologia” é o raciocínio de saúde coletiva.

    A lógica é:

    1. Um evento de saúde ocorre na população.

    2. O sistema detecta esse evento por notificação, busca ativa, laboratório, óbito, internação ou rumor.

    3. A vigilância confirma se há caso, surto, epidemia ou risco.

    4. A equipe analisa pessoa, tempo e lugar.

    5. Define medidas de controle.

    6. Retroalimenta os serviços e gestores.

    Regra prática: dado que não gera ação não cumpre o papel da vigilância.

    A vigilância usa indicadores para transformar eventos individuais em decisões coletivas. Por isso, a banca gosta de perguntar diferença entre dado, informação e ação.

    • Dado: registro bruto, como número de casos.

    • Informação: dado analisado, como aumento acima do esperado.

    • Ação: bloqueio vacinal, investigação, isolamento, orientação, fiscalização ou controle vetorial.

    4Quadro clínico

    Mais cobrado

    O “quadro clínico” da vigilância em saúde costuma aparecer como cenário operacional:

    • caso suspeito de doença de notificação compulsória;

    • surto em escola, creche, hospital, comunidade ou instituição fechada;

    • aumento de incidência em determinado território;

    • óbito por causa evitável ou agravo de relevância pública;

    • necessidade de investigação imediata;

    • vacinação de bloqueio;

    • controle de vetores;

    • comunicação entre atenção primária, vigilância municipal e níveis estadual ou federal.

    Doenças muito usadas em prova:

    • dengue;

    • sarampo;

    • meningite;

    • tuberculose;

    • hanseníase;

    • sífilis congênita;

    • HIV em situações de notificação;

    • violência interpessoal ou autoprovocada;

    • intoxicação exógena;

    • acidente de trabalho;

    • doenças transmitidas por alimentos.

    Também pode cair

    A banca pode pedir os componentes da vigilância em saúde:

    • vigilância epidemiológica;

    • vigilância sanitária;

    • vigilância ambiental;

    • vigilância em saúde do trabalhador;

    • promoção da saúde;

    • análise de situação de saúde.

    Também pode cair o uso de sistemas de informação:

    • SINAN: agravos de notificação;

    • SIM: mortalidade;

    • SINASC: nascidos vivos;

    • SI-PNI: imunização;

    • SIVEP-Gripe: síndrome respiratória aguda grave e vigilância sentinela de influenza;

    • e-SUS APS: registros da atenção primária.

    Red flags

    Situações que exigem resposta rápida:

    • suspeita de surto;

    • doença de transmissão rápida;

    • doença imunoprevenível com risco de reintrodução, como sarampo;

    • meningite bacteriana;

    • evento adverso grave pós-vacinação;

    • óbito materno, infantil, fetal ou por doença de notificação;

    • violência sexual;

    • intoxicação exógena grave;

    • agravo inusitado ou evento de saúde pública relevante;

    • risco de disseminação em instituição fechada.

    Para prova, “inusitado”, “grave”, “surto” e “notificação imediata” são palavras de alerta.

    Assinar e ler o resumo completo

    O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.