
A questão cobra a memorização dos cinco componentes do índice de Apgar, descritos por Virginia Apgar em 1953. Basta procurar a alternativa que traga, sem trocas, frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. Apenas a alternativa C cumpre isso.
Frequência cardíaca + respiração + tônus muscular + irritabilidade reflexa + cor = índice de Apgar (0 a 10) → avaliar no 1º e no 5º minuto
A escala de Apgar é um escore clínico aplicado ao recém-nascido no 1º e no quinto minuto de vida. Ela soma cinco sinais, cada um pontuado de 0 a 2, com total máximo de 10. Frequência cardíaca: ausente (0), menor que 100 bpm (1), 100 bpm ou mais (2). Respiração: ausente (0), irregular ou lenta (1), regular ou choro forte (2). Tônus muscular: flacidez (0), alguma flexão (1), movimentos ativos (2). Irritabilidade reflexa ao estímulo: sem resposta (0), careta (1), choro, tosse ou espirro (2). Cor: cianose ou palidez (0), acrocianose (1), completamente rosado (2).
Pontuação de 7 a 10 é considerada tranquilizadora, de 4 a 6 moderadamente anormal e de 0 a 3 baixa. Quando o escore do quinto minuto é menor que 7, recomenda-se repetir a avaliação a cada 5 minutos até 20 minutos de vida. Para lembrar os itens, use o acrônimo em inglês APGAR: Appearance (cor), Pulse (frequência cardíaca), Grimace (irritabilidade reflexa), Activity (tônus) e Respiration (respiração).
Armadilha clássica: o Apgar não serve para indicar o início da reanimação neonatal. Essa decisão é tomada no primeiro minuto pela avaliação da respiração, do tônus e da frequência cardíaca, antes mesmo de se atribuir a nota. Ele também não deve ser usado isoladamente para diagnosticar asfixia ou prever prognóstico neurológico. Parâmetros como temperatura, reflexo de sucção, reflexo de Moro e reflexo pupilar não fazem parte do escore.
Temperatura corporal e reflexo de sucção não fazem parte do Apgar. O reflexo avaliado é a irritabilidade reflexa ao estímulo, e faltou o esforço respiratório.
Reflexo pupilar não é avaliado no Apgar. A cor considerada é a do corpo como um todo, e a acrocianose (extremidades) vale apenas 1 ponto dentro desse item.
Traz exatamente os cinco componentes do escore: frequência cardíaca, respiração, cor da pele, tônus muscular e reflexo à estimulação (irritabilidade reflexa). É a resposta.
Reflexo de Moro e temperatura corporal não pertencem ao Apgar. Além disso, faltam a cor e a irritabilidade reflexa.
Reflexo de sucção não faz parte do escore, e a cor avaliada é a global, não apenas a dos lábios. A irritabilidade reflexa ficou de fora.
Lembre o acrônimo APGAR: Appearance, Pulse, Grimace, Activity, Respiration. Qualquer alternativa com temperatura, sucção, Moro ou pupila está errada.
Reanimação neonatal é o atendimento sistemático do recém-nascido nos primeiros minutos de vida, guiado principalmente por respiração, frequência cardíaca e tônus. Para prova, o mais importante é saber quando apenas observar, quando iniciar ventilação com pressão positiva e quando evoluir para compressões torácicas e adrenalina.
O dado que separa esse tema dos vizinhos é: no recém-nascido, a maioria das paradas é respiratória, não cardíaca. Por isso, a intervenção que mais salva é ventilar bem.
A banca costuma descrever um recém-nascido que acabou de nascer e pergunta a próxima conduta.
Perfil clássico:
Recém-nascido sem choro, hipotônico ou com respiração irregular.
Frequência cardíaca < 100 bpm após passos iniciais.
Líquido meconial, prematuridade ou cesárea com depressão neonatal.
Saturação baixa nos primeiros minutos, confundindo com hipoxemia patológica.
Palavras que entregam o diagnóstico e a conduta:
“Apneia” ou “gasping” = ventilação com pressão positiva.
“Frequência cardíaca < 100 bpm” = ventilação com pressão positiva.
“Frequência cardíaca < 60 bpm apesar de ventilação efetiva” = compressões torácicas.
“Líquido meconial” = não aspirar traqueia de rotina; ventilar se necessário.
“Chorando, bom tônus, termo” = cuidados de rotina, contato pele a pele e clampeamento oportuno.
Na transição normal, o recém-nascido troca o pulmão cheio de líquido por pulmão aerado, reduz resistência vascular pulmonar e aumenta oxigenação. Quando essa transição falha, a primeira manifestação costuma ser apneia, bradicardia e hipotonia.
Regra de prova: bradicardia neonatal geralmente é sinal de ventilação inadequada. Antes de pensar em droga, massagem ou diagnóstico raro, corrija a ventilação.
A sequência lógica é:
390 questões do tema no qBank, cada uma com comentário e resumo do tema, revisão espaçada do que você errou e flashcards do mesmo assunto.
Aquecer, posicionar, aspirar se necessário, secar e estimular.
Avaliar respiração e frequência cardíaca.
Se apneia, gasping ou FC < 100 bpm, iniciar ventilação com pressão positiva.
Se FC < 60 bpm após ventilação efetiva, associar compressões.
Se FC persiste < 60 bpm, usar adrenalina e considerar hipovolemia ou pneumotórax.
Ausência de choro.
Respiração irregular, apneia ou gasping.
Hipotonia.
Frequência cardíaca < 100 bpm.
Cianose persistente apesar de ventilação.
Má resposta aos passos iniciais.
O ponto central é não esperar Apgar para decidir reanimação. Apgar avalia resposta e prognóstico, mas não guia o início da reanimação.
Recém-nascido com líquido meconial.
Prematuro com risco de hipotermia e síndrome do desconforto respiratório.
RN que melhora a frequência cardíaca após ventilação.
RN com frequência cardíaca persistente < 60 bpm apesar de ventilação aparentemente adequada.
Saturação baixa nos primeiros minutos de vida, mas dentro da transição esperada.
Metas aproximadas de saturação pré-ductal:
Tempo de vida | SatO2 esperada |
|---|---|
1 minuto | 60 a 65% |
2 minutos | 65 a 70% |
3 minutos | 70 a 75% |
4 minutos | 75 a 80% |
5 minutos | 80 a 85% |
10 minutos | 85 a 95% |
Frequência cardíaca < 60 bpm.
Apneia persistente.
Gasping.
Ausência de expansão torácica durante ventilação.
Necessidade de FiO2 alta.
Suspeita de pneumotórax.
Palidez intensa, choque ou história de sangramento fetal, sugerindo hipovolemia.
Prematuro extremo, pelo risco de hipotermia, lesão pulmonar e necessidade de suporte avançado.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.