
A questão cobra os itens do escore de Wells para tromboembolismo pulmonar e pede a exceção. Câncer ativo, imobilização ou cirurgia recente e frequência cardíaca acima de 100 bpm pontuam no Wells. Idade acima de 65 anos é critério do escore de Genebra revisado, por isso é a resposta.
Câncer ativo + imobilização/cirurgia recente + FC > 100 bpm estão no Wells; idade > 65 anos está no Genebra revisado = alternativa B é a exceção
O escore de Wells é uma regra de predição clínica que estima a probabilidade pré-teste de tromboembolismo pulmonar (TEP). Seus itens são: sinais clínicos de trombose venosa profunda (3 pontos), diagnóstico alternativo menos provável que TEP (3), frequência cardíaca acima de 100 bpm (1,5), imobilização por 3 dias ou mais ou cirurgia nas últimas 4 semanas (1,5), TVP ou TEP prévios (1,5), hemoptise (1) e câncer ativo, em tratamento nos últimos 6 meses ou em cuidado paliativo (1).
Na versão em três níveis, menos de 2 pontos indica baixa probabilidade, 2 a 6 moderada e mais de 6 alta. Na versão em dois níveis, até 4 pontos o TEP é improvável e acima de 4 é provável. Com TEP improvável, um D-dímero negativo praticamente exclui o diagnóstico. Com TEP provável, segue-se direto para angiotomografia de tórax.
A armadilha clássica é confundir o Wells com o escore de Genebra revisado, que usa idade acima de 65 anos, faixas de frequência cardíaca (75 a 94 e 95 ou mais) e dor unilateral em membro inferior, sem nenhum item subjetivo. Outra confusão comum é com os critérios PERC, que usam idade de 50 anos ou mais.
Câncer ativo (em tratamento nos últimos 6 meses ou em cuidado paliativo) vale 1 ponto no escore de Wells, portanto faz parte da escala.
Idade acima de 65 anos não pontua no escore de Wells. É item do escore de Genebra revisado, por isso é a exceção pedida.
Imobilização por 3 dias ou mais ou cirurgia nas últimas 4 semanas vale 1,5 ponto no escore de Wells.
Frequência cardíaca acima de 100 bpm vale 1,5 ponto no escore de Wells.
Wells não tem idade e tem item subjetivo (diagnóstico alternativo menos provável que TEP). Idade acima de 65 anos é Genebra revisado, e idade de 50 anos ou mais é PERC.
TEP é obstrução da circulação arterial pulmonar por trombo, geralmente vindo de trombose venosa profunda de membros inferiores. Para prova, o mais importante é reconhecer o paciente com dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, hipoxemia desproporcional e fator de risco trombótico.
O que separa TEP dos vizinhos é a combinação de início agudo, sintomas respiratórios, sinais cardiovasculares e contexto pró-trombótico. A banca costuma cobrar mais o raciocínio por probabilidade clínica do que um achado isolado.
Perfil clássico: paciente em pós-operatório, puérpera, usuária de estrogênio, câncer ativo, imobilização prolongada, trombofilia, internação recente ou história prévia de tromboembolismo venoso.
Sintomas-chave:
Dispneia súbita.
Dor torácica pleurítica.
Tosse, hemoptise ou síncope.
Dor ou edema unilateral em membro inferior.
Achados laboratoriais e exames:
D-dímero elevado ajuda a excluir TEP quando a probabilidade clínica é baixa ou intermediária.
Gasometria pode mostrar hipoxemia e alcalose respiratória, mas não fecha diagnóstico.
ECG pode ser normal, mostrar taquicardia sinusal ou padrão S1Q3T3.
Radiografia de tórax pode ser normal.
AngioTC de artérias pulmonares é o exame confirmatório mais cobrado.
Palavra que entrega o diagnóstico: dispneia súbita em paciente com fator de risco trombótico.
O trombo costuma se formar no sistema venoso profundo, principalmente em membros inferiores ou pelve, emboliza para a circulação pulmonar e causa aumento da resistência vascular pulmonar.
Isso gera:
Desequilíbrio ventilação-perfusão, com hipoxemia.
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Vasoconstrição pulmonar.
Sobrecarga aguda do ventrículo direito.
Redução do débito cardíaco nos casos graves.
Para prova, gravidade no TEP não depende só do tamanho do êmbolo. O dado que mata a questão é repercussão hemodinâmica: hipotensão, choque, síncope, disfunção de ventrículo direito e elevação de troponina.
Dispneia súbita.
Dor torácica pleurítica.
Taquicardia.
Taquipneia.
Saturação baixa sem grande alteração na ausculta.
Fator de risco para trombose venosa profunda.
Sinais de trombose venosa profunda: dor, edema, empastamento ou assimetria de panturrilha.
Hemoptise.
Febre baixa.
Tosse seca.
Ansiedade ou sensação de morte iminente.
Síncope, especialmente em TEP de maior risco.
Atrito pleural ou pequeno derrame pleural.
Hipotensão arterial.
Choque.
Rebaixamento do nível de consciência.
Síncope.
Cianose.
Dor torácica intensa com instabilidade.
Disfunção de ventrículo direito.
Troponina elevada.
Lactato elevado.
Esses achados sugerem TEP de alto risco e mudam conduta: não é só anticoagular, é considerar reperfusão.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.