
A questão cobra o exame confirmatório na suspeita clínica de trombose venosa profunda de membro inferior: idoso com edema assimétrico e dor em panturrilha após viagem longa. O sinal de Homans apenas reforça a suspeita e não confirma nada. A confirmação exige imagem, e o exame de escolha é o ecodoppler venoso com compressão.
Edema assimétrico + dor em panturrilha + viagem longa (estase) = suspeita de TVP → ecodoppler venoso com compressão para confirmar
O sinal de Homans é a dor na panturrilha provocada pela dorsiflexão passiva do pé, com o joelho discretamente fletido. Foi descrito como sinal de trombose venosa profunda, mas tem baixa sensibilidade e baixa especificidade: pode ser positivo em lesão muscular, cisto de Baker rompido ou celulite, e é negativo em boa parte dos pacientes com TVP. Por isso nunca confirma nem exclui o diagnóstico.
A abordagem correta começa pela probabilidade clínica, estimada pelo escore de Wells. Na baixa probabilidade, dosa-se o D-dímero: se negativo, afasta TVP pelo alto valor preditivo negativo. Se positivo, ou se a probabilidade for alta, segue-se para imagem. Acima dos 50 anos pode-se usar o ponto de corte ajustado pela idade (idade x 10 ng/mL), pois a especificidade do D-dímero cai no idoso.
O exame de imagem de escolha é a ultrassonografia com compressão, geralmente associada ao Doppler (ecodoppler venoso): é não invasiva, disponível à beira do leito e acurada para trombos proximais. O critério principal é a veia que não colaba à compressão. A flebografia contrastada é o padrão-ouro histórico, e a tomografia e a ressonância ficam reservadas a casos específicos, como a suspeita de trombose ilíaca ou de veia cava com ultrassom inconclusivo.
O ecodoppler venoso com compressão é o exame de escolha para confirmar TVP de membro inferior. É não invasivo, acessível, dispensa radiação e contraste e tem alta acurácia para trombos proximais.
A angiotomografia é o exame de referência para tromboembolismo pulmonar, não para TVP de membro inferior. Expõe o paciente a radiação e contraste iodado sem vantagem sobre o ecodoppler.
O D-dímero é teste de exclusão, com alto valor preditivo negativo e baixa especificidade. Um resultado elevado não confirma TVP e apenas indica a necessidade de exame de imagem.
A ressonância venosa tem papel restrito, em geral na suspeita de trombose ilíaca ou de veia cava quando o ultrassom é inconclusivo. Não é o exame inicial de confirmação.
Sinal clínico (Homans) e D-dímero não confirmam TVP. Quem confirma é a imagem, e a primeira escolha é o ecodoppler venoso com compressão.
TVP é a formação de trombo no sistema venoso profundo, geralmente em membros inferiores, com risco principal de embolia pulmonar. Para prova, o mais importante é reconhecer edema unilateral doloroso, estratificar probabilidade clínica, pedir o exame certo e anticoagular quando indicado.
O que separa TVP dos vizinhos é: dor e edema assimétricos de membro inferior, veias profundas acometidas e risco tromboembólico. Não confunda com celulite, linfedema, ruptura de cisto de Baker ou insuficiência venosa crônica.
A banca costuma cobrar paciente com fator de risco trombótico e membro inferior unilateralmente edemaciado, doloroso e quente.
Perfil clássico: Paciente imobilizado, pós-operatório, puérpera, gestante, oncológico, usuário de estrogênio, internado em UTI, com trombofilia, trauma recente ou história prévia de tromboembolismo venoso.
Sintomas-chave: Dor em panturrilha, aumento de volume unilateral, empastamento, edema assimétrico, calor local e dor à palpação do trajeto venoso profundo.
Achados típicos: Diferença de circunferência da panturrilha, edema depressível unilateral, circulação colateral superficial e dor à dorsiflexão do pé (sinal de Homans), mas Homans é pouco sensível e pouco específico.
Exame típico: Ultrassonografia venosa com compressão e Doppler.
Palavra que entrega: Edema unilateral de membro inferior em paciente com fator de risco trombótico.
A TVP nasce da tríade de Virchow: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade.
Para prova, guarde assim: Estase explica TVP em imobilização, pós-operatório, UTI, viagem prolongada e insuficiência cardíaca. Lesão endotelial explica TVP após trauma, cirurgia e cateter venoso. Hipercoagulabilidade explica TVP em câncer, gestação, puerpério, uso de estrogênio, síndrome antifosfolípide e trombofilias.
A TVP proximal (poplítea, femoral, ilíaca) é mais perigosa porque tem maior risco de embolia pulmonar. TVP distal isolada (veias da panturrilha) pode ter menor risco, mas exige avaliação de sintomas, risco de extensão e contexto clínico.
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Achados que aumentam suspeita: Edema com cacifo unilateral. Dor à palpação de trajeto venoso profundo. Diferença de panturrilha maior que 3 cm em relação ao outro membro. Circulação venosa colateral superficial. Imobilização, cirurgia recente ou câncer ativo.
TVP de membro superior, geralmente associada a cateter venoso central, marcapasso, neoplasia ou esforço repetitivo. TVP iliofemoral, com edema importante de todo o membro, dor intensa e risco maior de síndrome pós-trombótica. TVP distal isolada, com dor em panturrilha e menor risco embólico que a proximal.
Suspeite de embolia pulmonar associada se houver dispneia súbita, dor torácica pleurítica, síncope, hemoptise, taquicardia, hipoxemia ou hipotensão.
Suspeite de flegmasia cerúlea dolens se houver dor intensa, edema maciço, cianose, alteração de perfusão e risco de gangrena venosa. Isso é emergência vascular.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.