
A questão cobra a finalidade do índice de Bishop, escore clínico do colo uterino obtido pelo toque vaginal. Ele estima a favorabilidade cervical e a chance de sucesso da indução do parto, por isso a resposta é a alternativa A. As demais opções envolvem situações que usam outros critérios.
Dilatação + apagamento + altura da apresentação + consistência + posição do colo = índice de Bishop → decide preparo cervical ou indução direta
O índice de Bishop é um escore descrito por Edward Bishop em 1964 para avaliar a favorabilidade do colo uterino antes da indução do trabalho de parto. Pelo toque vaginal, pontuam-se cinco parâmetros: dilatação, apagamento e altura da apresentação (0 a 3 pontos cada), consistência e posição do colo (0 a 2 pontos cada). O total vai de 0 a 13.
Escores mais altos indicam colo favorável e maior probabilidade de parto vaginal após a indução, que pode ser feita diretamente com ocitocina e amniotomia. Escores baixos (em geral 6 ou menos) indicam colo desfavorável e necessidade de preparo cervical, com métodos farmacológicos como o misoprostol ou mecânicos como a sonda de Foley.
Armadilha frequente: Bishop baixo não contraindica a indução, apenas muda a estratégia. A decisão de interromper a gestação depende da indicação materna ou fetal, e as contraindicações à indução são as mesmas do parto vaginal.
O escore avalia as condições do colo e prediz o sucesso da indução, orientando se ela pode ser feita diretamente ou se exige preparo cervical. É a finalidade clássica do índice.
A interrupção na hipertensão gestacional depende da idade gestacional e de critérios de gravidade materna e fetal. O Bishop só entra depois, para escolher o método de indução.
O polidrâmnio é diagnosticado por ultrassonografia, pelo índice de líquido amniótico ou pelo maior bolsão vertical, sem relação com o colo uterino.
O parto operatório vaginal exige dilatação completa, cabeça insinuada e posição fetal conhecida. Esses critérios não fazem parte do índice de Bishop.
Bishop é colo uterino e indução do parto. Escore baixo pede preparo cervical, não contraindica a indução.
Trabalho de parto é a associação de contrações uterinas regulares e dolorosas com modificação cervical progressiva, especialmente apagamento e dilatação. Para prova, o ponto-chave é separar trabalho de parto verdadeiro de pródromos, fase latente de fase ativa e parto normal de distocia.
A banca costuma cobrar gestante a termo com dor tipo cólica, contrações rítmicas, perda do tampão mucoso, dilatação progressiva e descida da apresentação fetal.
O perfil clássico é:
gestante com contrações dolorosas e regulares;
colo uterino apagando e dilatando;
apresentação cefálica insinuando ou descendo;
bolsa íntegra ou rota;
feto com vitalidade preservada.
A palavra que entrega o diagnóstico é progressão: se o colo não muda, não é trabalho de parto estabelecido.
Para prova, o mais importante é:
trabalho de parto verdadeiro: contrações regulares + modificação cervical;
fase ativa: dilatação cervical geralmente a partir de 5 a 6 cm, com progressão;
período expulsivo: dilatação completa de 10 cm até nascimento;
terceiro período: nascimento até dequitação placentária;
quarto período: primeira hora após a dequitação, fase de maior risco de hemorragia pós-parto.
O trabalho de parto depende de contrações coordenadas do miométrio, amadurecimento cervical e ação integrada de ocitocina, prostaglandinas e resposta inflamatória local.
Para a prova, não precisa decorar cascata molecular. O que importa é entender:
contração uterina efetiva causa apagamento, dilatação e descida fetal;
colo favorável é mais macio, anterior, apagado e dilatado;
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apresentação fetal, bacia materna e força contrátil determinam a evolução;
distocia costuma envolver os 3 Ps: passageiro, passagem e potência.
Regra prática: contração sem colo mudar é pródromo; contração com colo mudando é trabalho de parto.
Contrações uterinas dolorosas, regulares e progressivamente mais frequentes.
Dor em hipogástrio e lombossacra.
Dilatação e apagamento cervical ao toque vaginal.
Perda do tampão mucoso.
Descida da apresentação fetal.
Rotura de membranas com saída de líquido claro, quando presente.
O dado que mata a questão é a mudança cervical documentada em avaliações seriadas.
Fase latente com contrações irregulares ou pouco coordenadas e dilatação inicial.
Fase ativa com dilatação mais rápida e contrações efetivas.
Período expulsivo com puxos, sensação de evacuação, distensão perineal e coroamento.
Dequitação espontânea da placenta no terceiro período.
Contrações de Braxton-Hicks: irregulares, melhoram com repouso ou hidratação e não mudam o colo.
Sangramento vaginal intenso.
Dor abdominal contínua, hipertonia uterina ou sofrimento fetal.
Líquido amniótico meconial espesso associado a alteração de vitalidade fetal.
Febre materna, taquicardia materna ou fetal e líquido fétido.
Prolapso de cordão.
Apresentação anômala em trabalho de parto avançado.
Parada de progressão da dilatação ou da descida fetal.
Pressão arterial elevada, cefaleia, escotomas ou epigastralgia, sugerindo síndrome hipertensiva.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.