
A questão cobra a definição do índice de Pearl, a medida clássica da taxa de falha de um método contraceptivo. Ele expressa o número de gestações não planejadas em 100 mulheres usando o método por 12 meses (100 mulheres-ano). Por isso a alternativa B, que traz o numerador (gestações) e o denominador (100 mulheres em 12 meses), é a correta.
Gestações durante o uso do método + 100 mulheres acompanhadas por 1 ano (100 mulheres-ano) = índice de Pearl → quanto menor, mais eficaz o método
O índice de Pearl mede a falha de um método contraceptivo. Corresponde ao número de gestações ocorridas em 100 mulheres usando o método durante 1 ano, ou seja, gestações por 100 mulheres-ano de exposição. Quanto menor o valor, maior a eficácia do método.
O cálculo é feito assim: número de gestações dividido pelo tempo total de exposição e multiplicado pelo fator de conversão. Quando a exposição é contada em meses, usa-se: gestações x 1200 / total de meses de exposição. O numerador conta falhas (gestações), nunca as mulheres que não engravidaram.
Armadilhas: o índice supõe que a taxa de falha é constante ao longo do tempo, mas ela costuma cair com a duração do uso. Por isso, estudos mais longos tendem a mostrar índices menores, e a tábua de vida (life table) é considerada mais precisa. Também é preciso diferenciar o uso perfeito do uso típico: métodos que dependem da usuária, como a pílula e o preservativo, têm índice bem maior no uso típico.
O numerador está certo (gestações em 12 meses), mas falta o denominador padronizado de 100 mulheres. Sem ele, o valor é um número absoluto e não uma taxa comparável entre métodos.
Traz a definição do índice: número de gestações em um grupo de 100 mulheres usando o método por 12 meses, o que equivale a gestações por 100 mulheres-ano.
O índice conta falhas do método, isto é, gestações. Mulheres que não engravidaram não entram no numerador.
Inverte o conceito ao contar mulheres que não engravidaram. O denominador de 100 mulheres está certo, mas o índice mede gestações.
Não se aplica, porque a alternativa B descreve corretamente o índice de Pearl.
Índice de Pearl é igual a gestações (falhas) por 100 mulheres-ano de uso. Se a alternativa falar em mulheres que não engravidaram ou omitir o denominador de 100 mulheres em 1 ano, está errada.
Contracepção e planejamento familiar é a escolha compartilhada de método para evitar gestação, espaçar filhos ou planejar gravidez, considerando eficácia, segurança, contraindicações, desejo reprodutivo e contexto clínico. Para prova, o que separa bem os métodos é: presença ou não de estrogênio, duração de ação, dependência da usuária, contraindicações e indicação de contracepção de emergência.
A banca costuma cobrar uma mulher em idade fértil pedindo método contraceptivo, geralmente com algum fator que muda a escolha: tabagismo, idade > 35 anos, enxaqueca com aura, puerpério, amamentação, trombose prévia, hipertensão, obesidade, sangramento uterino anormal, uso de anticonvulsivante, adolescente ou desejo de método de longa duração.
O dado que mata a questão costuma ser:
Estrogênio contraindicado: pensar em progestagênio isolado, DIU de cobre, DIU hormonal ou implante.
Quer método mais eficaz e reversível: pensar em LARC (DIU ou implante).
Relação desprotegida recente: pensar em contracepção de emergência.
Puerpério e amamentação: evitar estrogênio no início.
Enxaqueca com aura ou trombose prévia: não usar contraceptivo combinado.
Deseja método definitivo: laqueadura ou vasectomia, respeitando critérios legais.
Os métodos hormonais agem principalmente por inibição da ovulação, espessamento do muco cervical e alteração endometrial. O componente estrogênico melhora controle do ciclo, mas aumenta risco tromboembólico e define grande parte das contraindicações dos métodos combinados.
Os progestagênios isolados são úteis quando o estrogênio é contraindicado. Podem causar sangramento irregular, amenorreia e, dependendo do método, atraso no retorno da fertilidade.
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O DIU de cobre tem efeito espermicida local por reação inflamatória intrauterina, sem hormônio. O DIU hormonal libera levonorgestrel, espessa o muco cervical e reduz proliferação endometrial, sendo muito útil em sangramento menstrual aumentado.
Mulher jovem sem comorbidades: qualquer método pode ser considerado, com aconselhamento sobre eficácia e adesão.
Mulher com contraindicação ao estrogênio: preferir método sem estrogênio.
Adolescente ou paciente com baixa adesão: LARC costuma ser melhor opção.
Puerpério: a escolha depende de amamentação, tempo pós-parto e risco trombótico.
Relação desprotegida há poucos dias: avaliar contracepção de emergência.
Sangramento menstrual aumentado: DIU hormonal pode ser excelente opção.
Amenorreia com injetável trimestral ou DIU hormonal.
Aumento de fluxo e cólicas com DIU de cobre.
Spotting com implante ou pílula de progestagênio isolado.
Retorno tardio da fertilidade após acetato de medroxiprogesterona trimestral.
Redução de câncer de ovário e endométrio com contraceptivos combinados.
Necessidade de preservativo para prevenção de IST, independentemente do método contraceptivo.
Suspeita de gravidez antes de iniciar método.
Sangramento uterino inexplicado antes de inserir DIU.
Câncer de mama atual: contraindica método hormonal.
Trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar atual ou prévio: evitar método combinado.
Enxaqueca com aura: contraindica método combinado.
Hipertensão grave: evitar método combinado.
Infecção pélvica ativa: não inserir DIU até tratar.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.