
A questão cobra a classificação matemática do indicador de Swaroop e Uemura. O cálculo divide os óbitos de pessoas com 50 anos ou mais pelo total de óbitos, e o numerador é parte do denominador. Por isso o indicador é uma proporção, e não uma taxa ou coeficiente, que exigiriam a população exposta ao risco no denominador.
óbitos com 50 anos ou mais / total de óbitos (numerador contido no denominador, sem população sob risco) = proporção
O índice de swaroop uemura, também chamado no Brasil de razão de mortalidade proporcional (RMP), foi proposto por Swaroop e Uemura em 1957 como indicador global do nível de saúde de uma população. O cálculo é: (número de óbitos de pessoas com 50 anos ou mais / número total de óbitos) x 100, no mesmo local e período. Como o numerador está contido no denominador, trata-se de uma mortalidade proporcional, ou seja, uma proporção expressa em percentual.
A interpretação é direta: quanto maior o valor, melhor o nível de saúde, porque a maioria das pessoas morre em idade mais avançada. Os livros de epidemiologia descrevem quatro níveis: primeiro nível, 75% ou mais (países desenvolvidos); segundo, 50 a 74%; terceiro, 25 a 49%; quarto, menos de 25% (nível de saúde muito baixo). A principal vantagem é usar apenas dados de óbitos, sem depender de censo populacional, o que permite comparar regiões com informação demográfica precária.
Armadilha clássica: apesar do nome razão de mortalidade proporcional, o indicador não é taxa nem coeficiente de mortalidade. Taxa e coeficiente usam no denominador a população exposta ao risco e estimam probabilidade de morrer. Além disso, o resultado sofre influência da estrutura etária da população. Por isso é comum estudá-lo junto com a curva de mortalidade proporcional de Nelson de Moraes.
Taxa relaciona o número de eventos à população exposta ao risco em determinado período. O indicador de Swaroop e Uemura tem óbitos no denominador, e não população, então não é uma taxa.
Na epidemiologia brasileira, coeficiente é usado como sinônimo de taxa e também exige população sob risco no denominador. Não é o caso deste indicador.
É a resposta. O indicador divide os óbitos de pessoas com 50 anos ou mais pelo total de óbitos, e o numerador faz parte do denominador. Essa é a definição de proporção, geralmente expressa em percentual.
O cálculo envolve divisão entre duas quantidades do mesmo conjunto (óbitos), e não subtração. A alternativa não tem fundamento.
Swaroop e Uemura: óbitos de 50 anos ou mais sobre o total de óbitos, o que dá uma proporção (quanto maior, melhor). Se o denominador é óbito, e não população, nunca é taxa nem coeficiente, mesmo que o nome tenha a palavra razão.
Indicadores de saúde são medidas usadas para descrever, comparar e monitorar a situação de saúde de uma população. Para prova, o mais importante é saber interpretar coeficientes, proporções, índices e taxas, principalmente mortalidade infantil, mortalidade materna, letalidade, incidência, prevalência e indicadores de cobertura.
O que separa este tema dos vizinhos é: aqui a banca não quer decorar uma lista enorme, quer que você reconheça numerador, denominador, unidade de medida e interpretação epidemiológica.
A banca costuma cobrar um município, um ano, número de nascidos vivos, óbitos, casos novos, casos existentes ou população total. O candidato precisa escolher qual indicador calcular ou interpretar.
Perfil clássico da questão:
população de um município em determinado ano;
número de casos novos de uma doença;
número total de casos existentes;
número de óbitos por causa específica;
número de nascidos vivos;
número de óbitos infantis ou maternos;
comparação entre regiões, períodos ou grupos populacionais.
A palavra que entrega o diagnóstico da questão:
"casos novos" sugere incidência;
"casos existentes" sugere prevalência;
"óbitos entre os doentes" sugere letalidade;
"óbitos na população" sugere mortalidade;
"nascidos vivos" no denominador sugere mortalidade infantil ou materna;
"capacidade de detectar mudanças" sugere sensibilidade do indicador;
"comparar populações diferentes" sugere padronização.
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Indicador de saúde é uma síntese numérica de um fenômeno coletivo. Ele transforma eventos de saúde em uma medida comparável.
Para prova, guarde a lógica:
coeficiente ou taxa relaciona evento à população sob risco;
proporção relaciona uma parte ao todo;
índice costuma juntar eventos ou dimensões diferentes;
razão compara duas grandezas independentes;
indicador bom precisa ser válido, confiável, sensível, específico, mensurável e útil para decisão.
A pegadinha é confundir número absoluto com risco. Dez óbitos em uma cidade pequena podem representar risco maior que cem óbitos em uma cidade grande.
Os indicadores mais cobrados em residência são:
incidência;
prevalência;
mortalidade geral;
mortalidade específica;
letalidade;
mortalidade infantil;
mortalidade neonatal precoce, neonatal tardia e pós-neonatal;
mortalidade materna;
natalidade;
fecundidade;
esperança de vida ao nascer;
anos potenciais de vida perdidos;
cobertura vacinal;
indicadores de acesso, cobertura e qualidade da atenção básica.
Indicadores clássicos de condições de vida e saúde coletiva:
coeficiente de mortalidade por causas evitáveis;
mortalidade proporcional;
índice de Swaroop-Uemura;
curva de Nelson de Moraes;
razão de mortalidade proporcional;
indicadores socioeconômicos associados à saúde, como renda, escolaridade, saneamento e IDH;
DALY, quando a questão aborda carga global de doença.
Atenção quando a questão traz:
"menores de 1 ano", pois costuma apontar mortalidade infantil;
"0 a 6 dias", pois é mortalidade neonatal precoce;
"7 a 27 dias", pois é mortalidade neonatal tardia;
"28 a 364 dias", pois é mortalidade pós-neonatal;
"durante a gestação, parto ou puerpério", pois pode ser mortalidade materna;
"até 42 dias após o término da gestação", pois é o corte clássico da morte materna;
"óbitos por determinada doença entre os casos da doença", pois é letalidade, não mortalidade.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.