
A questão cobra o reconhecimento da manobra de Ortolani como teste de triagem neonatal para displasia do desenvolvimento do quadril, antes chamada de luxação congênita do quadril. Ortolani positivo significa um quadril luxado que se reduz com a manobra, o que leva direto à alternativa B.
RN + manobra de Ortolani positiva (ressalto de redução na abdução) = quadril luxado redutível (displasia do desenvolvimento do quadril) → ultrassonografia do quadril e encaminhamento ao ortopedista
O termo ortolani se refere à manobra descrita por Marino Ortolani para detectar a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) no recém-nascido. Com o bebê em decúbito dorsal, quadris e joelhos fletidos a 90 graus, o examinador abduz suavemente a coxa enquanto eleva o trocânter maior com os dedos. Se a cabeça femoral estiver luxada, ela volta ao acetábulo com um ressalto palpável: é o teste de Ortolani positivo.
A manobra de Barlow é complementar e faz o movimento inverso: adução da coxa com pressão posterior, para verificar se um quadril reduzido pode ser luxado (quadril luxável). Em resumo, Ortolani reduz um quadril luxado e Barlow luxa um quadril instável. As duas manobras fazem parte do exame físico do recém-nascido, e o achado positivo indica ultrassonografia do quadril e avaliação ortopédica.
Armadilhas de prova: o clique agudo e isolado, sem sensação de ressalto, não tem significado patológico. As manobras perdem sensibilidade após cerca de 3 meses, quando o quadril luxado fica rígido. A partir daí, os sinais mais úteis são a limitação da abdução, a assimetria de pregas e o sinal de Galeazzi. São fatores de risco clássicos: sexo feminino, apresentação pélvica e história familiar.
A hiperextensão do joelho (genu recurvatum ou luxação congênita do joelho) é identificada pela inspeção e pela mobilização do próprio joelho. A manobra de Ortolani avalia o quadril.
Ortolani positivo indica quadril luxado que se reduz com abdução e elevação do trocânter. É o achado clássico da luxação congênita do quadril, hoje chamada displasia do desenvolvimento do quadril.
A síndrome de Klippel-Feil é uma fusão congênita de vértebras cervicais. A tríade clássica é pescoço curto, implantação baixa dos cabelos e limitação da mobilidade cervical, e a confirmação é radiográfica.
A fratura de clavícula no RN é suspeitada por crepitação ou abaulamento à palpação, dor à mobilização, pseudoparalisia do membro e reflexo de Moro assimétrico. Não tem relação com o teste de Ortolani.
Ortolani e Barlow são sempre quadril: Ortolani reduz (o quadril estava luxado) e Barlow luxa (o quadril é instável). Depois dos 3 meses, pense em limitação da abdução e sinal de Galeazzi.
Displasia do desenvolvimento do quadril é o espectro de instabilidade, subluxação, luxação ou má formação acetabular do quadril infantil. Para prova, o mais importante é reconhecer o recém-nascido de risco, saber qual exame físico sugere instabilidade e escolher o exame de imagem certo conforme a idade.
A banca costuma cobrar lactente, geralmente menina, com fator de risco clássico: apresentação pélvica, história familiar, oligodrâmnio, primigesta, gemelaridade ou deformidades associadas por restrição intrauterina.
O quadro típico muda com a idade:
Recém-nascido: Ortolani ou Barlow positivo.
Lactente maior: limitação da abdução do quadril.
Criança que já anda: claudicação, marcha anserina, sinal de Trendelenburg.
A palavra que entrega o diagnóstico em prova é “clique” ou “ressalto” no exame do quadril do recém-nascido, mas a pegadinha é que clique benigno de partes moles não é igual a Ortolani positivo.
O problema central é uma relação anormal entre cabeça femoral e acetábulo. Se a cabeça femoral não fica bem posicionada no acetábulo, o acetábulo não se desenvolve adequadamente. Quanto mais tempo o quadril fica luxado ou subluxado, maior a chance de deformidade acetabular, encurtamento, marcha alterada e artrose precoce.
Regra de prova: quanto mais cedo diagnosticar, maior a chance de tratamento simples com órtese e menor a necessidade de cirurgia.
Sexo feminino.
Apresentação pélvica, principalmente no terceiro trimestre.
História familiar de displasia do desenvolvimento do quadril.
Ortolani positivo: redução de quadril luxado, com ressalto palpável.
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Barlow positivo: luxação provocada de quadril instável.
Limitação da abdução do quadril em lactente maior.
Assimetria de pregas glúteas ou de coxas, menos específica.
Sinal de Galeazzi: joelhos em alturas diferentes com quadris e joelhos fletidos, sugerindo encurtamento femoral aparente.
Associação com torcicolo congênito e pé torto congênito.
Diagnóstico tardio com claudicação.
Hiperlordose lombar e marcha anserina em luxação bilateral.
Trendelenburg positivo quando a criança já deambula.
Ortolani positivo em recém-nascido.
Limitação importante da abdução do quadril.
Assimetria de membros inferiores.
Criança com atraso diagnóstico após início da marcha.
Fator de risco forte, especialmente apresentação pélvica, mesmo com exame físico normal.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.