
A questão cobra a definição anatômica da manobra de Pringle. Basta lembrar que ela clampeia o ligamento hepatoduodenal, onde passam a artéria hepática própria, a veia porta e o colédoco, interrompendo o influxo sanguíneo do fígado. Isso elimina as alternativas que falam em pulmão, vasos retro-hepáticos ou artéria ilíaca.
Sangramento hepático volumoso + clampeamento do ligamento hepatoduodenal (artéria hepática, veia porta e colédoco) = manobra de Pringle → controle temporário do influxo hepático
A manobra de Pringle, descrita por James Hogarth Pringle em 1908, é o clampeamento do ligamento hepatoduodenal, que contém a tríade portal: artéria hepática própria, veia porta e colédoco. Pode ser feita com os dedos (passando o indicador pelo forame epiploico, ou de Winslow) ou com pinça vascular atraumática, e interrompe temporariamente todo o fluxo de entrada de sangue no fígado.
No trauma hepático grave, serve para reduzir o sangramento do parênquima enquanto o cirurgião identifica e trata a lesão, associada a compressão manual e empacotamento perihepático. Também é usada em hepatectomias eletivas. Como causa isquemia do fígado, o tempo de clampeamento deve ser o menor possível, podendo ser intermitente.
Armadilha clássica: a manobra controla o influxo, não o efluxo. Se o sangramento continua apesar de um Pringle bem feito, a suspeita passa a ser lesão das veias hepáticas ou da veia cava retro-hepática, que exigem outras estratégias. Ou seja, a resposta ao Pringle também ajuda a localizar a origem do sangramento.
O controle do hilo pulmonar na toracotomia de emergência é outro procedimento (clampeamento ou torção do hilo). A manobra de Pringle é exclusiva do pedículo hepático.
É a definição da manobra: clampeamento do ligamento hepatoduodenal, que contém colédoco, artéria hepática e veia porta, interrompendo o influxo hepático.
A manobra não clampeia vasos retro-hepáticos, e sim a tríade portal. Ao reduzir o sangramento do parênquima ela facilita a identificação da lesão, e a persistência do sangramento sugere origem nas veias hepáticas ou na cava retro-hepática.
A artéria ilíaca interna não passa pelo ligamento hepatoduodenal, então a manobra não tem efeito sobre ela. O sangramento pélvico é controlado por outras medidas, como empacotamento pélvico ou angioembolização.
Pringle é fígado: clampeia o ligamento hepatoduodenal (tríade portal) e controla o influxo. Sangramento que persiste após o Pringle aponta para veias hepáticas ou veia cava retro-hepática.
Trauma abdominal e pélvico é toda lesão traumática que pode causar hemorragia intra-abdominal, lesão de víscera oca, contaminação peritoneal ou instabilidade pélvica. Para prova, o ponto central é decidir rápido se o paciente precisa de laparotomia, angioembolização, fixação pélvica ou observação.
O que separa este tema dos vizinhos é a combinação entre mecanismo do trauma, estabilidade hemodinâmica e sinais de peritonite. A banca não quer uma lista de órgãos lesados: quer saber quem opera, quem faz tomografia e quem vai direto para controle de sangramento.
O padrão clássico é paciente politraumatizado após colisão automobilística, atropelamento, queda de altura, ferimento por arma branca ou ferimento por arma de fogo, com dor abdominal, hipotensão, taquicardia, distensão abdominal, equimose, fratura pélvica ou alteração do nível de consciência.
O dado que mata a questão costuma ser:
Instabilidade hemodinâmica + FAST positivo: laparotomia exploradora.
Instabilidade hemodinâmica + suspeita de fratura pélvica: contenção pélvica imediata.
Estável + trauma fechado abdominal: tomografia com contraste.
Peritonite, evisceração ou empalamento: abordagem cirúrgica.
Ferimento penetrante por arma de fogo no abdome: geralmente laparotomia, especialmente se transperitoneal ou instável.
Lesão de víscera oca: dor progressiva, pneumoperitônio, líquido livre sem lesão de órgão sólido, leucocitose e irritação peritoneal.
A palavra que entrega o diagnóstico em prova é instabilidade. Ela define a conduta mais do que o órgão lesado.
No trauma abdominal, a morte evitável costuma vir de hemorragia não controlada. Baço, fígado, mesentério, grandes vasos e pelve são fontes importantes de sangramento.
No trauma fechado, predomina desaceleração e compressão. Isso rompe órgãos sólidos, mesentério e vísceras ocas. O baço é o órgão sólido mais lembrado em prova no trauma abdominal fechado.
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No trauma penetrante, a trajetória importa. Ferimento por arma de fogo tem maior energia e maior chance de múltiplas lesões. Ferimento por arma branca pode ser avaliado de forma seletiva se o paciente estiver estável e sem peritonite.
Na fratura pélvica, o sangramento costuma ser venoso do plexo pélvico e das superfícies ósseas, mas pode ser arterial. A conduta inicial é reduzir o volume da pelve com contenção externa, não ficar esperando exame.
Dor abdominal após trauma.
Hipotensão e taquicardia sem outra fonte clara de sangramento.
Abdome distendido ou doloroso.
Defesa, rigidez ou descompressão brusca dolorosa.
FAST positivo em paciente instável.
Equimose em flanco ou periumbilical pode sugerir sangramento retroperitoneal, embora seja sinal tardio.
Dor pélvica, instabilidade da bacia, encurtamento ou rotação de membro inferior em fratura pélvica.
Sinal do cinto de segurança: aumenta suspeita de lesão intestinal e mesentérica.
Hematúria: sugere trauma geniturinário associado, principalmente em fratura pélvica.
Sangue no meato uretral, próstata alta ou hematoma perineal: suspeitar lesão uretral.
Dor no ombro esquerdo após trauma esplênico: sinal de Kehr.
Trauma pancreatoduodenal: dor epigástrica, hiperamilasemia pouco específica e lesão retroperitoneal que pode aparecer tardiamente.
Ruptura diafragmática: mais comum à esquerda, com vísceras abdominais no tórax.
Instabilidade hemodinâmica persistente.
Peritonite.
Evisceração.
Empalamento.
FAST positivo em instável.
Pneumoperitônio.
Ferimento penetrante com choque.
Fratura pélvica instável com hipotensão.
Sangue ao toque retal, sangue no meato uretral ou hematúria macroscópica em trauma pélvico.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.