
A questão cobra a leitura da sigla de variedade de posição usada na obstetrícia brasileira. Em OEA, O indica o ponto de referência fetal occipital (lambda, apresentação cefálica fletida), E indica o lado esquerdo da pelve materna e A indica a variedade anterior. Assim, a única alternativa com lambda, esquerda e anterior é a B.
Sigla OEA = O (occipital, lambda) + E (esquerda materna) + A (anterior) = apresentação cefálica fletida em occipital esquerda anterior
A variedade de posição fetal descreve a relação entre o ponto de referência da apresentação fetal e os pontos de referência da pelve materna, em geral no estreito superior. Na nomenclatura brasileira ela é escrita com três letras: a primeira é o símbolo do ponto de referência fetal, a segunda é o lado materno (D para direita, E para esquerda) e a terceira é a variedade (A anterior, P posterior, T transversa).
Cada apresentação tem seu ponto de referência e seu símbolo: na cefálica fletida o ponto de referência é o lambda, com símbolo O (occipital); na bregmática é o bregma (B); na de fronte é o naso (N); na de face é o mento (M); na pélvica é o sacro (S); e na córmica é o acrômio (A). Portanto, OEA significa occipital esquerda anterior, a variedade mais frequente no trabalho de parto, e ODP significa occipital direita posterior.
Na prática, a variedade de posição é identificada pelo toque vaginal, palpando as fontanelas e a sutura sagital, que é a linha de orientação da apresentação fletida. A armadilha clássica é confundir a primeira letra com a apresentação ou com o lado, e confundir a terceira letra com a situação fetal, que é outro conceito (longitudinal, transversa ou oblíqua). Outra armadilha é a sigla em inglês (LOA), que segue outra ordem de leitura.
Acerta a apresentação cefálica e o lambda como ponto de referência, mas erra o lado. A letra E da sigla indica esquerda materna, e não direita.
Descreve exatamente a sigla OEA: apresentação cefálica fletida, ponto de referência lambda (símbolo O), voltado para a esquerda e para a frente da pelve materna.
Acerta o lado e a variedade, mas erra o ponto de referência. Bregma, de símbolo B, é o ponto de referência da apresentação bregmática (defletida de primeiro grau); a letra O indica lambda.
Erra duas vezes: o ponto de referência de O é o lambda, e não o bregma, e o lado indicado por E é esquerdo, e não direito.
Leia a sigla na ordem: ponto de referência fetal (O = lambda, B = bregma, N = naso, M = mento, S = sacro, A = acrômio), depois lado materno (D ou E), depois variedade (A, P ou T).
Trabalho de parto é a associação de contrações uterinas regulares e dolorosas com modificação cervical progressiva, especialmente apagamento e dilatação. Para prova, o ponto-chave é separar trabalho de parto verdadeiro de pródromos, fase latente de fase ativa e parto normal de distocia.
A banca costuma cobrar gestante a termo com dor tipo cólica, contrações rítmicas, perda do tampão mucoso, dilatação progressiva e descida da apresentação fetal.
O perfil clássico é:
gestante com contrações dolorosas e regulares;
colo uterino apagando e dilatando;
apresentação cefálica insinuando ou descendo;
bolsa íntegra ou rota;
feto com vitalidade preservada.
A palavra que entrega o diagnóstico é progressão: se o colo não muda, não é trabalho de parto estabelecido.
Para prova, o mais importante é:
trabalho de parto verdadeiro: contrações regulares + modificação cervical;
fase ativa: dilatação cervical geralmente a partir de 5 a 6 cm, com progressão;
período expulsivo: dilatação completa de 10 cm até nascimento;
terceiro período: nascimento até dequitação placentária;
quarto período: primeira hora após a dequitação, fase de maior risco de hemorragia pós-parto.
O trabalho de parto depende de contrações coordenadas do miométrio, amadurecimento cervical e ação integrada de ocitocina, prostaglandinas e resposta inflamatória local.
Para a prova, não precisa decorar cascata molecular. O que importa é entender:
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contração uterina efetiva causa apagamento, dilatação e descida fetal;
colo favorável é mais macio, anterior, apagado e dilatado;
apresentação fetal, bacia materna e força contrátil determinam a evolução;
distocia costuma envolver os 3 Ps: passageiro, passagem e potência.
Regra prática: contração sem colo mudar é pródromo; contração com colo mudando é trabalho de parto.
Contrações uterinas dolorosas, regulares e progressivamente mais frequentes.
Dor em hipogástrio e lombossacra.
Dilatação e apagamento cervical ao toque vaginal.
Perda do tampão mucoso.
Descida da apresentação fetal.
Rotura de membranas com saída de líquido claro, quando presente.
O dado que mata a questão é a mudança cervical documentada em avaliações seriadas.
Fase latente com contrações irregulares ou pouco coordenadas e dilatação inicial.
Fase ativa com dilatação mais rápida e contrações efetivas.
Período expulsivo com puxos, sensação de evacuação, distensão perineal e coroamento.
Dequitação espontânea da placenta no terceiro período.
Contrações de Braxton-Hicks: irregulares, melhoram com repouso ou hidratação e não mudam o colo.
Sangramento vaginal intenso.
Dor abdominal contínua, hipertonia uterina ou sofrimento fetal.
Líquido amniótico meconial espesso associado a alteração de vitalidade fetal.
Febre materna, taquicardia materna ou fetal e líquido fétido.
Prolapso de cordão.
Apresentação anômala em trabalho de parto avançado.
Parada de progressão da dilatação ou da descida fetal.
Pressão arterial elevada, cefaleia, escotomas ou epigastralgia, sugerindo síndrome hipertensiva.
O resumo continua na Easy: diagnóstico, tratamento e conduta, diagnósticos diferenciais, pegadinhas de prova, regra prática e tabela final de revisão.